
O mercado global de baterias para veículos elétricos arrancou 2026 com um crescimento notável, mas com dinâmicas muito diferentes entre as principais fabricantes. De acordo com os dados revelados pela SNE Research e partilhados pelo CNEVPost, a utilização total de baterias atingiu os 71,9 GWh em janeiro, o que representa um aumento de 10,7% em comparação com o período homólogo do ano anterior.
O domínio incontestável da CATL e o deslize da concorrente direta
A gigante chinesa CATL segurou firmemente a primeira posição mundial. A empresa registou um volume de instalação de 32,5 GWh, marcando um salto impressionante de 25,7% face aos 25,9 GWh de janeiro de 2025. O sucesso desta marca deve-se ao facto de fornecer as baterias para empresas como a Xiaomi, Seres e Li Auto, bem como para fabricantes globais de peso, incluindo a Tesla, BMW, Mercedes-Benz e Volkswagen. A SNE Research nota ainda que a empresa está a avançar com a comercialização de baterias de iões de sódio para reforçar a sua competitividade na próxima geração de tecnologias.
No segundo lugar da tabela encontramos a BYD. A marca registou um ligeiro recuo, com as instalações a fixarem-se nos 9,9 GWh, uma descida de 1,9% face aos 10,1 GWh do ano anterior. Com isto, a sua quota de mercado global caiu de 15,6% para 13,8%. Esta descida é justificada por uma quebra de 23,4% nas vendas dentro do mercado chinês durante o mês de janeiro. No entanto, a fabricante conseguiu compensar nos mercados internacionais, com a Europa a crescer 69,4% e as restantes regiões a dispararem 97,6%.
A queda abrupta da Coreia do Sul e o peso do mercado norte-americano
Se na China os números são, de forma geral, de expansão, o mesmo não se pode dizer da Coreia do Sul. As três principais fabricantes do país sofreram um forte impacto, vendo a sua quota de mercado combinada cair para os 12%.
A LG Energy Solution ficou em terceiro lugar, com 4,7 GWh, mas registou uma quebra homóloga de 14,9%. A SK On ocupou o sétimo lugar com 2,3 GWh, traduzindo-se numa descida de 21,3%. Por fim, a divisão de baterias da Samsung fechou o top 10 com 1,6 GWh, sofrendo a queda mais acentuada do grupo: 24,4%.
O principal motivo apontado para esta quebra das marcas sul-coreanas foi o arrefecimento da procura no mercado dos Estados Unidos, onde as vendas de veículos elétricos caíram 30,2% em termos homólogos. Veículos de marcas como a Audi, Rivian e Land Rover, que dependem destas células, registaram vendas lentas, o que arrastou o volume de instalações para baixo.
A fechar os lugares cimeiros globais, a chinesa CALB garantiu a quarta posição com 3,8 GWh e 5,3% de quota de mercado, seguida de perto pela japonesa Panasonic no quinto lugar, com 3,1 GWh. A tabela conta ainda com a presença das empresas chinesas Gotion High-tech e Eve Energy, no sexto e nono lugares, respetivamente.












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