
Há mais de 15 anos que o alumínio é a imagem de marca dos computadores da gigante tecnológica. Mas a empresa de Cupertino não quer ficar parada no tempo. Segundo avançou a Bloomberg, a fabricante está a explorar novos processos industriais que misturam a extrusão avançada com o fabrico aditivo, ou seja, a impressão 3D em metal. O grande objetivo passa por gastar menos material, simplificar a produção e repensar completamente o interior das máquinas.
O fim do desperdício e o teste inicial
Até agora, a técnica usada era incrivelmente precisa mas gerava muito desperdício. A marca começava com um bloco sólido de metal e usava fresadoras CNC para esculpir a estrutura unibody. O resultado final é inegavelmente rígido e robusto, mas transforma grande parte do metal original em aparas descartadas, o que consome mais tempo e energia.
Para dar a volta a esta situação, a Apple iniciou uma série de experiências. O primeiro passo neste novo mundo foi dado com o MacBook Neo. Neste modelo com o preço de 599 dólares, a base do computador nasce de alumínio extruído que já apresenta quase a forma final pretendida, deixando para as máquinas CNC apenas os pormenores finais e os pequenos cortes de detalhe.
Como funciona a magia da impressão 3D
Mas os planos são muito mais ambiciosos do que apenas moldar o alumínio. A empresa quer aplicar o fabrico aditivo em larga escala. A lógica inverte-se por completo: em vez de cortar as sobras de um bloco gigante, impressoras industriais depositam pó metálico camada a camada, que é depois fundido com lasers de alta precisão para construir a peça do zero.
O grande trunfo desta tecnologia é a liberdade de design que oferece aos engenheiros. Com a impressão 3D, torna-se possível criar estruturas internas que as fresadoras antigas não conseguem alcançar. Falamos de reforços em formato de favo de mel, canais de dissipação térmica desenhados diretamente no corpo do computador ou zonas de grande rigidez aplicadas apenas onde fazem falta. O resultado final dita computadores mais leves e otimizados ao milímetro.
O desafio da velocidade nas fábricas
Se o cenário parece perfeito, existe ainda um grande obstáculo pela frente. A marca tem de construir dezenas de milhões de computadores, telemóveis e relógios inteligentes todos os anos, e a impressão 3D em metal continua a ser um processo mais demorado do que o corte mecânico tradicional.
No entanto, caso a empresa consiga escalar este método para o ritmo exigido pelas suas fábricas, os ganhos serão massivos. Esta revolução técnica não só tem o potencial de baixar os custos do material e agilizar as linhas de montagem, como abre a porta a uma nova era de designs informáticos. A longo prazo, esta mudança nos bastidores pode mesmo significar equipamentos um pouco mais baratos para o consumidor final.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!