
A Microsoft decidiu reestruturar a sua divisão de inteligência artificial, unindo as equipas de desenvolvimento do Copilot destinadas a consumidores e ao setor empresarial. Esta alteração estratégica, detalhada num relatório do TechRadar, surge em resposta às críticas sobre a fragmentação de funcionalidades e tem como objetivo principal oferecer uma experiência mais coesa a todos os utilizadores.
Nova liderança e foco em modelos empresariais
A direção de toda a experiência unificada passa agora para as mãos de Jacob Andreou, que responderá diretamente ao CEO Satya Nadella. A nova estrutura de gestão inclui também Ryan Roslansky, Perry Clarke e Charles Lamanna. De acordo com uma nota interna de Nadella, esta equipa centralizada vai focar-se em quatro áreas fundamentais: a experiência do utilizador, a plataforma, as aplicações do Microsoft 365 e os modelos de inteligência artificial.
Com esta reestruturação, Mustafa Suleyman, atual CEO da Microsoft AI, afasta-se das funcionalidades diárias do assistente para se dedicar inteiramente à criação dos próprios modelos da empresa. Num memorando partilhado com os funcionários, Suleyman definiu como meta para os próximos cinco anos o desenvolvimento de modelos de "superinteligência" económicos e otimizados para o mercado empresarial, com o intuito de melhorar transversalmente todos os produtos da tecnológica.
O desafio da adoção face à concorrência
Apesar do forte investimento no desenvolvimento de tecnologia proprietária, a empresa mantém a sua parceria com a criadora do ChatGPT, garantindo o licenciamento e a utilização dos modelos GPT pelo menos até 2032.
Ainda assim, a tecnológica enfrenta um desafio considerável na adoção do seu assistente. Atualmente, o serviço regista cerca de seis milhões de utilizadores diários, um número que o coloca atrás de concorrentes como o Claude, com nove milhões. A distância é ainda mais expressiva quando comparada com os 82 milhões de utilizadores diários do Gemini ou com a liderança isolada do ChatGPT, que atinge a impressionante marca de 440 milhões de acessos diários.












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