
A Adobe acaba de disponibilizar em versão beta pública os Firefly Custom Models, uma nova ferramenta baseada em IA que permite a criação de imagens à medida de cada marca ou criador. Esta novidade possibilita treinar os geradores de imagens com elementos visuais próprios, assegurando que o resultado final segue sempre a mesma estética e linguagem gráfica sem necessidade de começar do zero a cada pedido.
O poder da consistência visual
O grande objetivo desta funcionalidade é simplificar o fluxo de trabalho de equipas e profissionais que necessitam de produzir grandes volumes de conteúdo num curto espaço de tempo. Ao recorrerem aos seus próprios materiais de base, os utilizadores podem criar um modelo reutilizável que mantém a coerência visual em múltiplos projetos. Detalhes específicos e cruciais, como a paleta de cores, a espessura dos traços, a iluminação e as características das personagens, são preservados de forma rigorosa ao longo das várias gerações.
Além do ganho óbvio de produtividade, a empresa norte-americana assegura que a privacidade está garantida por predefinição. Isto significa que as fotografias, ilustrações e outros materiais carregados para treinar a inteligência artificial de um utilizador nunca serão utilizados para alimentar os modelos gerais do Firefly.
Preocupações com os direitos de autor
Apresentada inicialmente de forma privada durante o evento Max do ano passado, a ferramenta chega agora às mãos de um público mais vasto. A marca tem promovido ativamente os seus serviços como uma alternativa ética e comercialmente segura, procurando distanciar-se de plataformas rivais que são frequentemente acusadas de recorrer a obras protegidas para treinar os seus sistemas.
Apesar de entregar um maior nível de controlo aos criativos, a empresa não detalha se existem mecanismos técnicos efetivos para impedir que os utilizadores treinem os modelos personalizados com trabalhos que não lhes pertencem. De acordo com as informações oficiais, o sistema limita-se a emitir um alerta antes de iniciar o treino, solicitando que o utilizador confirme possuir as permissões necessárias e que a sua utilização não vai violar direitos de autor, propriedade intelectual ou a privacidade de terceiros. Fica por apurar se haverá filtros mais rigorosos no futuro para evitar a apropriação indevida de conteúdo.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!