
A Google detalhou como os utilizadores poderão continuar a instalar aplicações de criadores não verificados, à medida que avança com a sua política mais restritiva para o descarregamento de software no Android. A informação foi partilhada através do blogue oficial da empresa, clarificando as exceções prometidas em novembro de 2025 para utilizadores avançados e pequenos criadores de software.
Um longo processo de verificação
Para o utilizador comum, a capacidade de instalar aplicações fora das lojas oficiais (sideloading) vai passar a estar bloqueada por um processo único de vários passos. Primeiro, será necessário ativar o modo de programador nas definições do sistema. Em seguida, o utilizador terá de confirmar que não está a ser coagido a desativar as medidas de segurança e reiniciar o telemóvel, uma medida desenhada para cortar quaisquer chamadas telefónicas em curso.
Após este passo inicial, será obrigatório aguardar um dia inteiro e, posteriormente, confirmar a identidade através de autenticação biométrica ou de um PIN, antes de poder efetivamente instalar a aplicação. É possível ativar esta permissão por um período de sete dias ou de forma indefinida, mas, independentemente da escolha, o sistema continuará a apresentar um alerta sobre a origem não verificada da aplicação em causa.

Contas gratuitas para estudantes e pequenos criadores
Para os estudantes ou programadores independentes que pretendam partilhar as suas criações com um grupo restrito sem criar uma conta de programador verificada, a tecnológica vai disponibilizar contas de distribuição limitada.
Estas contas serão gratuitas e vão permitir a partilha de aplicações com um limite máximo de 20 dispositivos, eliminando a necessidade de fornecer um documento de identificação emitido pelo governo ou de pagar qualquer taxa de registo.

O impacto no ecossistema e as reações
A empresa justifica a implementação deste novo processo de verificação com a segurança dos utilizadores, comparando a exigência feita aos criadores de software a uma verificação de identidade no aeroporto. Segundo a marca, estas barreiras não impedem totalmente o sideloading, mas tornam muito mais difícil o descarregamento direto de ficheiros perigosos a partir da internet.
Esta mudança surge numa altura em que a tecnológica tenta equilibrar o controlo do que é distribuído no seu sistema operativo, ao mesmo tempo que corta as taxas da sua loja oficial e altera a sua postura face a lojas de aplicações de terceiros. No entanto, a exigência de verificação estende a influência da marca para além das suas próprias plataformas, o que já motivou críticas públicas por parte de alguns programadores e organizações de defesa dos direitos digitais.
Os criadores de software já se podem inscrever para obter acesso antecipado a este processo de verificação. O novo fluxo para ativar a instalação de aplicações externas e as contas de distribuição limitada entrará em vigor em agosto.












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