
O TikTok começou a testar um novo feed dedicado exclusivamente a minidramas diretamente na sua aplicação principal. Segundo as informações avançadas pelo Business Insider, a nova secção, batizada de TikTok Short Drama, pretende agarrar os utilizadores com episódios curtos e intensos, muitos deles criados com recurso a inteligência artificial.
A funcionalidade assemelha-se bastante à PineDrama, uma aplicação separada da mesma empresa focada neste formato, mas agora surge integrada no próprio TikTok. De acordo com um porta-voz da rede social, este teste está disponível para um grupo restrito de utilizadores maiores de 18 anos nos Estados Unidos e noutras regiões selecionadas. A plataforma faz a curadoria dos conteúdos, que partilham muitos dos vídeos já populares na PineDrama.
O fenómeno dos episódios curtos e o papel da IA
Para quem não está familiarizado, os minidramas, também conhecidos como microdramas, são séries divididas em clipes verticais de um a cinco minutos. O formato explodiu na China, país de origem da ByteDance, e está a ganhar um terreno considerável no mercado norte-americano. Só no último ano, as aplicações dedicadas a este formato geraram cerca de 1,3 mil milhões de euros nos Estados Unidos, segundo a estimativa da consultora Owl & Co.
A oferta no novo feed varia desde categorias focadas em senhores do crime e crianças amorosas, até sósias de diretores executivos de cadeias de fast-food. No entanto, o que mais tem chamado a atenção é o conteúdo gerado de forma sintética. Um dos maiores sucessos atuais é Untamed, uma sátira gerada por computador baseada na história do Tarzan, com uma personagem chamada Targay, que já acumula mais de 500 milhões de visualizações.
O absurdo da narrativa chega ao ponto de apresentar ursos polares deprimidos a queixarem-se do aquecimento global causado pelo elevado consumo de energia dos computadores que os geraram, terminando num cenário onde animais virtuais dançam na praia com gorilas em biquíni.
O futuro do entretenimento vertical
Ao contrário de grande parte das plataformas rivais do setor, como a DramaBox ou ReelShort, que operam num modelo onde os primeiros episódios são gratuitos e os restantes pagos, o feed interno da rede social oferece todos os episódios sem qualquer custo para o utilizador. Ainda assim, a empresa mantém várias frentes comerciais abertas, já que os espetadores são ocasionalmente convidados a descarregar a aplicação PineDrama após visualizarem alguns vídeos.
Além da aposta própria, a empresa não fechou as portas à concorrência externa. Através do seu programa de miniapplicações, aloja mais de 20 feeds de parceiros, como ShortMax e FlareFlow, permitindo que estúdios promovam os seus catálogos. Resta agora saber se o objetivo final passa por criar um mercado aberto de aplicações de terceiros ou por focar a aposta na exclusividade de conteúdos originais para reter o público no ecrã principal.












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