
A Apple prepara-se para anunciar o tão aguardado equipamento dobrável em setembro de 2026, em conjunto com os modelos 18 Pro e Pro Max. No entanto, segundo as informações avançadas pelo Wccftech, as primeiras unidades do dispositivo poderão só chegar às mãos dos consumidores em dezembro deste mesmo ano.
O analista Tim Long, da Barclays, aponta que as restrições na capacidade de produção de chips avançados da TSMC e a atual instabilidade no mercado de memórias são os principais fatores para este compasso de espera. Esta justificação alinha-se com as preocupações recentemente expressas por Tim Cook. Assim, a Apple poderá estar a preparar uma estratégia de distribuição faseada para gerir a oferta do novo processador A20 Pro, que vai equipar tanto o dobrável como a linha 18 Pro. O analista refere ainda que a marca norte-americana pode lançar um iPhone 18 Plus ou um modelo Air 2 juntamente com a versão base e a edição 18e em março de 2027.
Design sem vincos e interface adaptada
No que diz respeito ao design, relatos provenientes do Taiwan Economic Daily indicam que o vinco do ecrã interior terá uma profundidade mínima de apenas 0,15 milímetros. Para alcançar este resultado, o equipamento fará uso de vidro flexível ultrafino e de um mecanismo de dobradiça modificado em metal líquido.
Ao nível do software, Mark Gurman indica que o sistema operativo adotará um formato semelhante ao do iPad. Os utilizadores poderão contar com aplicações abertas lado a lado para facilitar a produtividade, embora o sistema seja mais simples do que a experiência de secretária apresentada no iPadOS 26. O painel interior terá as dimensões de um tablet com um formato mais largo, enquanto o ecrã exterior apresentará um aspeto compacto em formato de passaporte.
Especificações de topo e novo formato de segurança
O ecrã exterior incluirá um pequeno recorte para a câmara e suporte para o sistema de notificações dinâmicas habituais da marca. Uma das alterações mais drásticas é a remoção total do reconhecimento facial, que será substituído por um leitor de impressões digitais integrado no botão lateral. Na traseira, o módulo fotográfico será composto por duas lentes com sensores de 48 megapíxeis. Relativamente à câmara interior para videochamadas, os testes com sensores ocultos debaixo do ecrã não atingiram a qualidade desejada, pelo que o modelo final utilizará uma solução tradicional com 24 megapíxeis.
O painel OLED interior vai beneficiar de um novo filtro de cor na camada de encapsulamento, o que o tornará mais leve e eficiente, suportando uma resolução de 2713 por 1920 píxeis numa proporção de 4:3. O interior do dispositivo dobrável vai acomodar também uma câmara de vapor dedicada para arrefecimento, 12 GB de memória RAM, um modem 5G de desenvolvimento próprio e uma bateria com capacidade entre os 5400 e os 5800 mAh, operando exclusivamente com cartões virtuais eSIM. Relativamente aos preços, fontes na Coreia do Sul indicam que o equipamento pode chegar ao mercado com um valor base a rondar os 2000 euros, contrariando estimativas anteriores que apontavam para custos na ordem dos 2300 euros.












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