
O mercado dos computadores atravessou um período de ligeira recuperação no último trimestre de 2025, com um crescimento de 3% nos envios nos Estados Unidos. No entanto, segundo os dados revelados pelo TechPowerUp, este fôlego será de curta duração, prevendo-se uma quebra expressiva de 13% ao longo de 2026, impulsionada pelo aumento contínuo dos custos de hardware no setor.
A indústria da tecnologia tem sido uma autêntica montanha-russa nos últimos anos. Apesar de os computadores portáteis e de secretária continuarem a ser ferramentas indispensáveis em qualquer casa, seja para o estudo ou para trabalhar com programas de produtividade diária, os preços não têm ajudado o consumidor comum. Com a explosão da exigência de hardware para a IA, componentes cruciais como memórias RAM, discos SSD e placas gráficas sofreram aumentos significativos, afastando muitos potenciais compradores.

O alívio temporário nas vendas
Ainda assim, o último trimestre de 2025 trouxe boas notícias temporárias para as fabricantes. O mercado norte-americano registou 18,2 milhões de unidades enviadas, quebrando uma tendência negativa de dois trimestres consecutivos. Este aumento face ao período homólogo deveu-se, em grande parte, à corrida dos consumidores para antecipar compras durante a época natalícia, numa tentativa de escapar às subidas de preços já previstas para o ano seguinte. O setor educativo, embora ainda no vermelho com uma descida de 11%, mostrou uma ligeira melhoria quando comparado com as quedas acentuadas dos trimestres anteriores.

O desaparecimento dos equipamentos mais acessíveis
Contudo, a consultora Omdia traça um cenário bastante menos animador para 2026. A previsão de queda agravou-se para 13%, num mercado onde várias empresas, incluindo a Huawei, continuam a reajustar as suas estratégias. O grande destaque desta contração vai para a gama de entrada, que corre o risco de desaparecer gradualmente. Os computadores abaixo da barreira dos 500 euros deverão sofrer um tombo colossal de 35% nos envios durante este ano.
O segmento posicionado entre os 500 e os 699 euros também não escapa, com uma quebra estimada de 20%, enquanto as máquinas de topo, com preços acima dos 1.500 euros, deverão cair cerca de 12%. O único segmento que deverá contrariar esta maré negativa e apresentar algum crescimento é o da gama média e média-alta, com valores situados entre os 700 e os 1.499 euros, refletindo o novo patamar de investimento mínimo necessário para adquirir uma máquina atualizada.












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