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bandeira da china em fundo digital

A hegemonia da NVIDIA no mercado da inteligência artificial esteve sempre fortemente ancorada na sua plataforma de software. No entanto, segundo as informações avançadas pelo Wccftech, a China parece ter encontrado uma solução nativa de peso. A Huawei revelou os seus novos aceleradores IA Ascend 950PR e uma atualização para o sistema CANN Next que consegue simular de forma eficaz as ferramentas de desenvolvimento da gigante norte-americana.

O desafio à exclusividade no processamento paralelo

A arquitetura Compute Unified Device Architecture (CUDA) domina a indústria desde meados de 2007, altura em que foi introduzida no mercado com o lançamento das gráficas GeForce 8800 Ultra e a API DirectX 10. Ao longo de quase duas décadas, os programadores habituaram-se a usar este ecossistema para a computação paralela, o que conferiu à fabricante uma vantagem quase insuperável. Até ao momento, as tentativas da concorrência, como a adaptação da AMD através do projeto ZLUDA, acabaram por ser abandonadas.

A resposta técnica com o Ascend 950PR

Apresentados oficialmente há poucos dias, os novos aceleradores Ascend 950PR trazem especificações de topo para o setor da inteligência artificial. Os chips chegam equipados com 128 GB de memória HBM e oferecem um desempenho na ordem de 1 PFLOP em operações FP8.

Contudo, o verdadeiro trunfo desta geração está na camada de software. A nova atualização do CANN Next adota um modelo de programação SIMT desenhado para espelhar as capacidades do ecossistema rival. A documentação técnica demonstra que o sistema suporta funções essenciais de processamento, incluindo a execução de kernels e a organização estrutural baseada em Thread, ThreadBlock, Warp e Grid.

Independência para o mercado asiático

Com as contínuas restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos, as empresas chinesas têm sido impedidas de adquirir o hardware de inteligência artificial mais avançado, sendo forçadas a recorrer a versões com capacidades limitadas e frequentemente a preços inflacionados.

Se o ambiente simulado pelo CANN Next for implementado com sucesso na prática, os programadores na China poderão aproveitar dezenas ou centenas destes novos chips a trabalhar em uníssono, com ferramentas semelhantes àquelas a que já estão habituados. Este passo tecnológico aproxima o país do seu objetivo de independência no setor da inteligência artificial e poderá resultar numa queda acentuada da quota de mercado das empresas norte-americanas na região.

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