
A Microsoft tem enfrentado críticas e uma quebra de confiança com o Windows 11, em grande parte devido às recentes adições de Inteligência Artificial. Para inverter este cenário, Pavan Davuluri, responsável pelo sistema operativo, revelou numa publicação oficial o plano da empresa para corrigir e otimizar a plataforma, garantindo que há muitas mudanças a caminho para responder ao feedback dos utilizadores.
O regresso da barra de tarefas móvel e menos interrupções
A primeira fase de melhorias vai começar a ser testada entre este mês e abril. Uma das grandes novidades é a possibilidade de reposicionar a barra de tarefas no topo ou nas laterais do ecrã, um pedido antigo de quem usa o sistema operativo. Além disso, a Microsoft vai reduzir a integração considerada desnecessária do Copilot em aplicações como a Ferramenta de Recorte, Fotografias e Bloco de Notas.
As atualizações também vão ser menos invasivas, com menos reinícios automáticos e notificações, permitindo inclusive ignorar os processos de instalação durante a configuração inicial do equipamento. O Explorador de Ficheiros será otimizado para abrir mais rapidamente, com menos cintilação e uma navegação mais fluida, enquanto a secção de widgets terá definições padrão mais silenciosas.
Foco no desempenho e na gestão de memória
Para o resto do ano, o objetivo central passa por melhorar a estabilidade e a rapidez do sistema. A tecnológica quer reduzir o consumo de recursos do Windows para acelerar a abertura de aplicações. A eficiência da memória RAM também será otimizada para diminuir o consumo base do sistema, libertando mais capacidade para os programas que o utilizador está a correr.
Esta é uma alteração importante face à atual crise de RAM, podendo fazer com que o sistema corra melhor em equipamentos com apenas 8 GB. Como a Apple já demonstrou com o MacBook Neo, é possível lidar com as tarefas diárias de forma eficiente usando essa capacidade, e os fabricantes de computadores vão querer responder com sistemas de preços semelhantes, desde que o software consiga acompanhar as exigências de hardware inferior.

A latência no Menu Iniciar será reduzida, transferindo componentes centrais para a estrutura WinUI3. As operações com ficheiros grandes, como copiar e mover, também prometem ser mais rápidas e fiáveis nas tarefas comuns do dia a dia.
Correções gerais e atualizações do sistema
A fiabilidade base do sistema também está na extensa lista de reparações, com a promessa de menos falhas a nível do próprio sistema operativo e uma reativação mais consistente dos equipamentos a partir do modo de suspensão, um problema crónico que tem afetado portáteis e consolas de videojogos portáteis há vários anos.
No que toca às atualizações, a empresa vai passar a exigir apenas um reinício mensal, permitindo pausar os processos pelo tempo que o utilizador desejar, ou simplesmente desligar e reiniciar o computador sem forçar a instalação de novidades de forma inesperada.
Outras melhorias incluem uma opção para uma barra de tarefas mais pequena, resultados de pesquisa mais claros que separam o conteúdo local dos resultados recolhidos da web, um avanço na experiência e desempenho do Windows Subsystem for Linux e um reconhecimento facial e de impressões digitais mais rápido e fiável através do Windows Hello. Fica a faltar, no entanto, um compromisso direto para respeitar os navegadores padrão definidos pelos utilizadores, um tema que não foi abordado diretamente apesar da frustração gerada pelos constantes alertas para usar soluções próprias.












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