
A Samsung tem planos para lançar os seus primeiros óculos inteligentes ainda durante o ano de 2026. Segundo os dados revelados pelo TechRadar, a empresa sul-coreana está a preparar um novo produto focado na realidade mista e na inteligência artificial, que funcionará em estreita integração com os telemóveis para competir diretamente com modelos de marcas rivais, como os Meta Ray-Ban.
A aposta no ecossistema Android XR
Os rumores apontam que os óculos da Samsung vão utilizar a plataforma Android XR, desenvolvida pela Google. Esta aliança, que também envolve a Qualcomm no desenvolvimento tecnológico, permitirá ao dispositivo executar aplicações dedicadas de realidade expandida (XR). O objetivo passa por criar uma experiência onde a navegação, o consumo de multimédia e as ferramentas de produtividade estejam perfeitamente integradas no dia a dia do utilizador, expandindo o ecossistema de software deste segmento.
Duas versões e forte integração de assistência inteligente
As informações resultantes das fugas de informação mais recentes indicam que podem ser lançados dois modelos distintos no mercado, atualmente identificados pelos códigos SM-0200P e EB-0200. Especula-se que a versão padrão dos eventuais Galaxy Glasses chegará sem ecrã, focando-se apenas em áudio e IA, enquanto uma variante Ultra poderá integrar um display visual. Alguns rumores apontam para a partilha de uma bateria com cerca de 245 mAh de capacidade, embora existam relatos anteriores que sugeriam baterias de menor dimensão.
Um dos grandes destaques deste wearable será a sua capacidade de processamento inteligente. O dispositivo contará com um assistente multimodal, aproveitando o sistema Gemini para oferecer respostas em tempo real e interações baseadas no contexto de quem o utiliza. Para garantir esta perceção do meio envolvente, o equipamento deve incluir uma câmara de 12 MP posicionada ao nível dos olhos, acompanhada por microfones e vários sensores de ambiente.
Com este suporte de hardware, os óculos conseguirão saber exatamente o que o utilizador está a observar, permitindo desbloquear funções avançadas como tradução em tempo real, reconhecimento de objetos e assistência contextual inteligente. Toda esta operação dependerá de uma ligação constante e estável ao telemóvel, que assumirá uma grande parte do processamento de dados de forma distribuída, sendo um passo essencial para ajudar a preservar a autonomia da bateria do acessório.












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