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Nvidia DLSS 5

Jensen Huang, líder da NVIDIA, decidiu alterar o seu discurso em relação às reações negativas do público face ao DLSS 5. Depois de ter afirmado que os jogadores estariam redondamente enganados por não compreenderem o funcionamento desta tecnologia de inteligência artificial generativa, o executivo adotou agora uma postura mais compreensiva.

De acordo com uma entrevista concedida esta segunda-feira no podcast de Lex Fridman, o responsável máximo da marca confessou que entende a perspetiva da comunidade e partilha de algumas preocupações sobre o rumo atual da tecnologia.

Uma mudança de atitude face à inteligência artificial

Durante a conversa, Huang referiu que a opinião dos utilizadores faz sentido. O executivo explicou que consegue perceber a origem destas críticas porque o próprio não é um fã incondicional da forma como a inteligência artificial tem sido aplicada. Segundo o mesmo, o conteúdo gerado por estas ferramentas parece cada vez mais semelhante, referindo que, embora considere os resultados visualmente apelativos, compreende o ceticismo do público. No entanto, fez questão de sublinhar que a nova versão da sua tecnologia não tem esse propósito de uniformização.

Esta perspetiva de Huang contrasta ligeiramente com a da comunidade, uma vez que muitos jogadores consideram os visuais gerados por estas ferramentas como sendo genéricos e estranhos, e não propriamente bonitos.

A resposta aos estúdios e a integração nos jogos

Esta postura mais apaziguadora surge na sequência de várias críticas tecidas por estúdios de desenvolvimento. Vários criadores de videojogos demonstraram o seu desagrado, referindo não terem sido previamente informados de que os seus títulos seriam usados nas demonstrações da empresa. Em resposta, o executivo clarificou que a ideia passa por dar aos artistas uma ferramenta para criarem algo mais detalhado, mas sempre dentro do estilo artístico que idealizaram.

Huang esclareceu que existe a ideia errada de que os jogos são criados de uma forma e depois a placa gráfica aplica um pós-processamento por cima para alterar o visual. O líder da empresa garante que não é essa a intenção. A tecnologia funcionará em conjunto com os artistas durante a fase de desenvolvimento, tal como já aconteceu com títulos como Clair Obscur: Expedition 33 e Crimson Desert.

Para terminar, foi ainda lembrado que, nos últimos dois anos, a empresa introduziu melhorias significativas para os programadores, como sistemas de dispersão subsuperficial que tornam a pele das personagens mais realista. A nova ferramenta de inteligência artificial será apenas mais uma opção ao dispor dos estúdios. O veredito final sobre o impacto visual real desta novidade chegará apenas quando for disponibilizada no final de 2026.

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