
A nova versão da aclamada tecnologia de reescalamento gráfico da marca está a revelar-se um autêntico desastre de relações públicas. O anúncio do NVIDIA DLSS 5 gerou uma onda de insatisfação sem precedentes entre a comunidade de jogadores, refletida numa contagem avassaladora de "não gosto" nos vídeos de demonstração, segundo aponta o TechPowerUp.
Até à versão 4.5, os jogadores estavam rendidos aos constantes saltos de qualidade e ganhos de desempenho, tornando o modo focado na fluidez perfeitamente viável mesmo em resoluções 4K criadas a partir de 1080p. Com o recurso DLSS 4.5 Dynamic Multi-Frame Generation (MFG x6) ainda por chegar ao mercado, a revelação apressada da quinta iteração apanhou todos de surpresa. O principal motivo de revolta reside na própria fundação do sistema: deixou de ser uma tecnologia de reescalamento tradicional para passar a alterar completamente a imagem com recurso a inteligência artificial generativa.
Uma mudança radical rejeitada pela comunidade
Os números na plataforma de vídeos falam por si. O trailer oficial de apresentação do DLSS 5 regista apenas 16,3% de aprovação, com pouco mais de 16 mil "gostos" contra esmagadores 82 mil votos negativos. Nem mesmo as declarações do CEO da empresa, Jensen Huang, conseguiram travar as críticas. O executivo tentou justificar a ferramenta explicando que não se trata de um simples filtro de IA, mas sim de uma alteração profunda da geometria e iluminação em tempo real, um argumento que não convenceu os utilizadores.

Este cenário de rejeição repete-se nas demonstrações específicas de vários títulos. O vídeo dedicado a Resident Evil Requiem ficou-se pelos 14,9% de aprovação, enquanto os resultados de Starfield subiram ligeiramente, mas apenas para os 18,2%. No caso de Hogwarts Legacy, que registou 18,7% de reações positivas, alguns jogadores até elogiaram o impacto nos ambientes e iluminação, contudo, o aspeto artificial e distorcido das caras gerou forte contestação.
Artefactos visuais e a estética de geração artificial
O caso mais severo de contestação aconteceu com a demonstração de EA SPORTS FC, que alcançou a pior marca de todas: apenas 14,5% de votos favoráveis. Os espectadores detetaram rapidamente que a tecnologia não lida bem com movimentos rápidos, notando o aparecimento de múltiplos artefactos na bola e distorções nos rostos dos atletas durante as partidas.
A única exceção que conseguiu escapar ao fundo da tabela foi a demonstração técnica de Zorah, alcançando cerca de 37% de aprovação. Neste ambiente específico, a mudança de uma paleta de cores tradicionalmente quente para tons mais frios e acinzentados, típicos de um dia nublado, parece ter favorecido a estética dos cenários e objetos. Ainda assim, o problema transversal aos restantes vídeos manteve-se intocado: os rostos das personagens continuam a denunciar o trabalho algorítmico, assemelhando-se demasiado a vídeos criados diretamente por IA generativa.












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