
A Xiaomi fechou o ano fiscal de 2025 com resultados históricos, registando um aumento de 25% nas suas receitas globais, que atingiram os 57,3 mil milhões de euros. O grande destaque deste crescimento vai para o sucesso da estratégia corporativa focada na integração entre humanos, carros e casas inteligentes, com o segmento dos veículos elétricos e da inteligência artificial a alcançarem resultados operacionais positivos pela primeira vez num ano completo.
O motor elétrico do crescimento
O ano passado marcou um verdadeiro ponto de viragem para a fabricante chinesa no setor automóvel. A divisão de veículos elétricos inteligentes, juntamente com as novas iniciativas e inteligência artificial, gerou receitas na ordem dos 13,3 mil milhões de euros, um salto impressionante de 223,8% em relação ao ano anterior. Ao longo de 2025, a empresa entregou mais de 411 mil automóveis, tendo traçado a meta de entregar 550 mil unidades durante o ano de 2026.
A gama de veículos tem sido um fenómeno de vendas no mercado asiático. O SUV de luxo Xiaomi YU7 liderou as vendas do seu segmento na China durante sete meses consecutivos até fevereiro de 2026. A dinâmica manteve-se acelerada em março de 2026, com o lançamento da nova geração do Xiaomi SU7 a somar mais de 15 mil encomendas confirmadas em apenas 34 minutos, ultrapassando a barreira das 30 mil unidades nos primeiros três dias. Para reforçar a sua imagem no setor, a marca marcou presença em Barcelona no passado mês de fevereiro, onde apresentou o protótipo de hipercarro Xiaomi Vision Gran Turismo.
Smartphones mantêm lugar no pódio
Apesar da forte diversificação do negócio, os telemóveis continuam a ser um pilar financeiro fundamental. A divisão de smartphones rendeu 23,4 mil milhões de euros à empresa, com mais de 165 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Estes números garantem à marca o terceiro lugar no ranking global pelo quinto ano consecutivo, detendo 13,3% da quota de mercado.
A estratégia de apostar em equipamentos de gama superior está a dar os seus frutos, especialmente impulsionada pelos lançamentos do Xiaomi 17 Ultra e da sua variante otimizada pela Leica. Na Europa, a empresa consolidou a terceira posição na tabela de vendas, registando um crescimento de 0,6 pontos percentuais que ajudou a cimentar a sua presença no mercado ocidental.
A aposta nos robôs e no ecossistema inteligente
O ecossistema de produtos de internet das coisas e estilo de vida também atingiu valores recorde, alcançando receitas de 15,4 mil milhões de euros. A plataforma da gigante tecnológica conta agora com mais de mil milhões de dispositivos conectados, com especial destaque para o aumento de vendas de grandes eletrodomésticos, tablets e pulseiras inteligentes.
Para sustentar toda esta infraestrutura tecnológica, a empresa alocou cerca de 4,1 mil milhões de euros a investigação e desenvolvimento. Este esforço traduziu-se em avanços muito concretos na área da inteligência artificial, nomeadamente com o recente lançamento de modelos próprios como o Xiaomi MiMo-V2-Pro. A aplicação prática destas tecnologias já está no terreno de forma impressionante: em março de 2026, os robôs autónomos Xiaomi-Robotics-0 começaram a operar nas fábricas de automóveis da marca com uma taxa de sucesso superior a 90% na montagem de peças, demonstrando que a integração entre IA e linhas de produção avançadas já é uma realidade funcional.












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