
A agência norte-americana CISA deu um prazo de apenas quatro dias para que as entidades governamentais dos Estados Unidos corrijam uma vulnerabilidade crítica no Ivanti Endpoint Manager Mobile (EPMM). Esta falha, registada como CVE-2026-1340, tem sido explorada ativamente em ataques desde o mês de janeiro, conforme detalhado na página oficial do NIST e na análise partilhada pela Shadowserver.
Detalhes da vulnerabilidade e impacto
A falha em causa permite que os atacantes sem privilégios consigam executar código de forma remota em sistemas expostos à internet que não tenham as atualizações em dia. A Ivanti já tinha alertado os clientes quando lançou as correções de segurança a 29 de janeiro, altura em que resolveu também um segundo erro crítico no sistema, focado em travar as investidas do tipo zero-day que estavam a ocorrer.
Nessa data, a fabricante de software destacou que a exploração estava limitada a um pequeno número de clientes, mas encorajou fortemente todos os utilizadores a aplicarem as correções de imediato para bloquear as atividades maliciosas.
Equipamentos expostos e histórico de ataques
Apesar dos alertas contínuos, os dados recentes da equipa de cibersegurança indicam que cerca de 950 endereços IP com o sistema da Ivanti continuam expostos online. A vasta maioria encontra-se na Europa, com 569 registos, seguida pela América do Norte, com 206 equipamentos identificados. Ainda não existe uma confirmação clara sobre quantos destes servidores já receberam a devida proteção.
A situação levou a CISA a adicionar o caso ao seu catálogo de vulnerabilidades exploradas, emitindo uma ordem direta para que as agências federais apliquem as medidas de mitigação ou descontinuem o uso do produto até à meia-noite de sábado, 11 de abril. O organismo aconselha também as empresas do setor privado a tratarem esta atualização como uma prioridade máxima.
As plataformas da Ivanti têm sido um alvo frequente nos últimos anos para comprometer redes governamentais e empresariais em todo o mundo. Atualmente, existem 33 vulnerabilidades da empresa marcadas como ativamente exploradas pela CISA, com doze delas associadas a ataques de ransomware. A entidade conta com mais de 40 mil clientes a nível global que dependem das suas soluções de gestão.












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