
A Meta reformulou totalmente a sua aplicação de inteligência artificial, apresentando um novo motor interno de código fechado designado Muse Spark. Este modelo, que anteriormente utilizava o nome de código Avocado, representa o primeiro passo de uma nova família de soluções desenvolvidas pelos Meta Superintelligence Labs, trazendo capacidades nativas de raciocínio e multimodalidade.
Segundo as informações partilhadas pela Meta no seu blogue oficial, o Muse Spark já se encontra disponível para todos os utilizadores através do portal meta.ai e da aplicação móvel. A empresa recomenda que os utilizadores verifiquem se possuem a versão mais recente instalada através da respetiva loja de aplicações. Para além da disponibilidade pública, está também a ser disponibilizada uma antevisão privada da API para um grupo selecionado de programadores.
Uma evolução multimodal nos laboratórios da empresa
O novo Muse Spark foi construído de raiz como parte de um esforço de reestruturação das iniciativas de inteligência artificial da empresa liderada por Mark Zuckerberg. De acordo com a Meta, este modelo suporta nativamente o uso de ferramentas externas, cadeias de pensamento visuais e a orquestração de múltiplos agentes em simultâneo. Este lançamento é descrito como o primeiro degrau de uma escada de crescimento tecnológico que inclui investimentos pesados em investigação, treino de modelos e infraestrutura, onde se destaca o novo centro de dados Hyperion.

Em termos de desempenho, os testes realizados indicam que o Muse Spark apresenta resultados competitivos quando comparado com soluções de topo como o Opus 4.6 Max, o Gemini 3.1 Pro High e o GPT 5.4 Xhigh. Embora a tecnológica reconheça que ainda existem margens para melhoria em fluxos de trabalho de programação e sistemas de agentes de longo prazo, destaca a elevada eficácia do modelo em tarefas de perceção multimodal e raciocínio na área da saúde.
Futuro do raciocínio com o modo de contemplação
Para além dos modos Instant e Thinking já integrados, a tecnológica está a trabalhar numa nova opção denominada Contemplating. Este modo, que será lançado posteriormente, terá a capacidade de orquestrar diversos agentes para raciocinarem em paralelo. Esta abordagem permitirá à Meta competir diretamente com os modos de raciocínio extremo de modelos de fronteira, como o Gemini Deep Think.
Os dados preliminares deste novo modo de inteligência artificial mostram avanços significativos em testes de elevada complexidade. O modo de contemplação conseguiu atingir uma pontuação de 58% no exame Humanity’s Last Exam e 38% em investigações de ciência de fronteira, consolidando a aposta da empresa em ferramentas que consigam resolver problemas lógicos cada vez mais exigentes.












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