
A rede pública gerida pela Mobi.E voltou a provar que a transição energética está a ganhar uma tração sem precedentes nas estradas. Durante o mês de março de 2026, os postos de abastecimento para veículos elétricos registaram máximos históricos absolutos em todas as frentes, refletindo a crescente adoção desta tecnologia por parte dos condutores e a consolidação do serviço a nível nacional.
Explosão no consumo e novos condutores
Os números oficiais falam por si. Ao longo deste terceiro mês do ano, a rede nacional contabilizou mais de 814 mil sessões de carregamento, o que traduz uma subida impressionante de 29% quando comparado com o período homólogo de 2025. Ainda mais revelador da adesão à tecnologia é o salto na quantidade de pessoas a utilizar ativamente a infraestrutura pública: mais de 201 mil utilizadores recorreram ao serviço, marcando um crescimento notável de 86%.
Para alimentar esta frota em franca expansão, a rede forneceu um total de 18.000 MWh. Este volume de energia representa um aumento de 34% face a março do ano transato. Na prática, e segundo os dados partilhados pela entidade gestora, esta eletricidade seria suficiente para que os veículos percorressem um total de 124 milhões de quilómetros.
Expansão da infraestrutura e potência instalada
Para garantir que a procura não supera a oferta, a expansão física dos pontos de acesso tem sido uma prioridade na mobilidade elétrica em Portugal. O balanço no final de março apontava para a existência de 7693 postos de carregamento operacionais em todo o território. Estes equipamentos disponibilizam, no seu conjunto, 14.535 pontos de acesso e 16.306 tomadas.
A capacidade de fornecimento também acompanhou este ritmo de implementação, com a potência total instalada a fixar-se nos 525.103 kW. Este valor reveste-se de especial importância estrutural, uma vez que supera em 5,71% os rigorosos requisitos mínimos estipulados pelo regulamento europeu AFIR.
Além da quantidade de postos, a qualidade do serviço tem vindo a ser otimizada para as necessidades atuais. Os dados revelam que cerca de 39% de toda a infraestrutura é agora constituída por postos de carregamento rápido e ultrarrápido, operando com potências superiores a 22 kW. Esta configuração permite encurtar substancialmente os tempos de paragem, resultando numa experiência de utilização muito mais conveniente para quem precisa de restabelecer a autonomia da bateria em trânsito.












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