1. TugaTech » Internet e Redes » Noticias da Internet e Mercados
  Login     Registar    |                      
Siga-nos

Produção automóvel

A indústria automóvel chinesa fechou o ano de 2025 com números de produção que desafiam qualquer previsão anterior, mas os cofres das empresas contam uma história bem diferente e menos otimista. Segundo os dados mais recentes, o gigante asiático produziu um total de 34,78 milhões de unidades ao longo do ano, registando um crescimento de 10% em comparação com 2024. No entanto, este "boom" de volume esconde uma realidade financeira preocupante: vender mais carros não está a significar ganhar mais dinheiro.

Embora a receita total do setor tenha atingido valores astronómicos, rondando os 1,6 biliões de dólares (um aumento de 7,1%), os lucros não acompanharam a tendência. O lucro agregado da indústria subiu uns irrelevantes 0,6%, fixando-se em cerca de 65,9 mil milhões de dólares. Contas feitas, a margem de lucro global do setor automóvel na China ficou-se pelos 4,1%, um valor considerado baixo, especialmente quando comparado com a média de 5,9% verificada no restante tecido industrial do país. Estes indicadores financeiros foram detalhados por Cui Dongshu, secretário-geral da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA), num relatório citado pela Sina.

Gigantes em aceleração: BYD e Xiaomi destacam-se

Por trás destes números de produção massivos estão as marcas que têm vindo a dominar as manchetes internacionais. A BYD continua imparável, tendo reportado vendas de mais de 4,6 milhões de veículos em 2025, consolidando o seu estatuto de líder de mercado. Outros fabricantes históricos também apresentaram volumes robustos, com a Geely a ultrapassar os 3 milhões de unidades e a Chery a entregar cerca de 2,6 milhões de carros.

No campo das tecnológicas que deram o salto para a mobilidade, os resultados também impressionam. A Xiaomi Auto, uma das mais recentes "jogadoras" neste tabuleiro, superou a barreira das 400 mil unidades entregues, provando que a sua aposta no setor foi vencedora em termos de procura. Outras startups de veículos elétricos mantiveram o ritmo de crescimento, com a Leapmotor (596 mil), a XPeng (429 mil), a Li Auto (406 mil) e a NIO (326 mil) a contribuírem significativamente para o volume total de produção nacional.

O "susto" de dezembro e a fuga para a exportação

Se os números anuais mostram crescimento, o final de 2025 acendeu as luzes de aviso nos painéis de controlo das fabricantes. O desempenho em dezembro foi particularmente alarmante, destoando da média anual. Nesse mês, os lucros da indústria colapsaram 57,4% face ao mesmo período do ano anterior, com a margem de lucro a cair para uns escassos 1,8%. O aumento dos custos e a guerra de preços parecem estar a cobrar um preço elevado na sustentabilidade financeira das operações a curto prazo.

Perante um mercado interno saturado e com margens esmagadas, a solução tem passado pela internacionalização. Os dados indicam que a China exportou 8,32 milhões de veículos em 2025. Curiosamente, apesar de toda a atenção mediática sobre a Europa, os principais destinos destas exportações foram o México, a Rússia e os Emirados Árabes Unidos. Com inventários elevados e contas a receber a crescer acima da média industrial, 2026 promete ser o ano em que a indústria chinesa terá de provar que consegue transformar volume em rentabilidade real.

Foto do Autor

Aficionado por tecnologia desde o tempo dos sistemas a preto e branco

Ver perfil do usuário Enviar uma mensagem privada Enviar um email Facebook do autor Twitter do autor Skype do autor

conectado
Encontrou algum erro neste artigo?



Aplicações do TugaTechAplicações TugaTechDiscord do TugaTechDiscord do TugaTechRSS TugaTechRSS do TugaTechSpeedtest TugaTechSpeedtest TugatechHost TugaTechHost TugaTech