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bandeira da china

A transição para a inteligência artificial é um caminho sem retorno, e o seu impacto físico começa agora a ganhar uma escala sem precedentes. Segundo os dados revelados pela TrendForce, a China vai aumentar a produção de robôs com inteligência artificial em 94% durante o ano de 2026, com o mercado a ser liderado de forma avassaladora por duas empresas tecnológicas asiáticas.

A transição da inteligência artificial para o mundo físico

Até agora, a revolução da inteligência artificial estava maioritariamente focada no ambiente digital e em assistentes virtuais. No entanto, a indústria está a investir recursos massivos para fundir este cérebro digital com corpos físicos. Os robôs humanoides e quadrúpedes preparam-se para assumir as tarefas físicas pesadas, contrariando a ideia inicial de que apenas os trabalhos de escritório seriam afetados pela automação tecnológica.

Para acelerar este processo de aprendizagem da máquina, circulam relatos e vídeos de trabalhadores em fábricas de roupa na Índia equipados com câmaras nas cabeças. O objetivo desta iniciativa é captar os movimentos exatos dos operários humanos para treinar os futuros sistemas robóticos. Espera-se que a segunda metade de 2026 traga um grande desenvolvimento de robôs destinados tanto ao uso empresarial como doméstico, mesmo que o custo inicial ainda os mantenha num segmento de nicho.

detalhes sobre robots originários da China

O domínio absoluto de duas fabricantes

A produção deste tipo de equipamentos na Ásia segue a um ritmo acelerado, mas a quota de mercado encontra-se altamente concentrada. A Unitree Robotics assume a liderança incontestável neste setor. Já em 2025, os seus cães robóticos representavam 51% das receitas totais da empresa. Para 2026, a marca planeia aumentar a sua capacidade anual de fabrico para 75 mil robôs humanoides e 115 mil robôs quadrúpedes, com a expectativa de chegar aos 49,3% de todo o mercado chinês.

No segundo lugar do pódio encontra-se a AgiBot, que assegura 30,4% da fatia de mercado. Esta fabricante atingiu no final de março o marco histórico do seu robô número 10 mil, o modelo Expedition A3, conseguindo escalar a produção de forma drástica de mil unidades iniciais para dez mil num curto espaço de três meses.

A fechar a lista dos nomes de maior relevo está a UBtech Robotics, com 8% do mercado. Esta fabricante ficou conhecida após um vídeo viral que mostrava centenas dos seus robôs Walker S2 a caminhar em uníssono. Estes modelos são desenhados especialmente para o ambiente industrial, destacando-se pela capacidade de substituir a sua própria bateria de forma totalmente autónoma. O restante mercado encontra-se dividido por empresas com menor expressão, como a Fourier com 5,1%, a Galbot com 2,9% e a MagicLab com 1,4%.

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