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A nova versão do sistema operativo aberto, Ubuntu 26.04, está a registar melhorias impressionantes de desempenho em portáteis equipados com processadores AMD Strix Point. De acordo com os testes recentes partilhados pela Phoronix, a nova iteração chega a ser 18% mais rápida do que a edição anterior, com ganhos massivos no campo do entretenimento digital.

O Linux tem vindo a quebrar o estigma de que não é uma plataforma viável para videojogos. Frequentemente, as distribuições otimizadas chegam a superar o Windows 11 em várias comparações diretas. Agora, a mais recente versão do Ubuntu demonstra que a combinação com o hardware da AMD pode elevar ainda mais esta fasquia.

Apesar de o sistema ter gerado alguma discussão recente por aumentar os requisitos mínimos de memória RAM para 6 GB, os resultados práticos justificam a exigência. Nos testes realizados num portátil ASUS Zenbook S 16, equipado com a APU AMD Ryzen AI 9 HX 370 e gráficos integrados Radeon 890M, a evolução face à iteração 24.04.4 LTS é notável.

O salto expressivo nos videojogos

Embora testes básicos de sistema não apresentem grandes diferenças, o verdadeiro destaque vai para o processamento gráfico. No título Xonotic, o desempenho saltou de 219 FPS na versão antiga para impressionantes 406 FPS na nova atualização. O Quake II RTX também beneficiou largamente, passando de 16 FPS para 38 FPS, o que representa um aumento de 2,4 vezes, demonstrando a superioridade da nova iteração em lidar com Ray Tracing e Vulkan.

Estes ganhos expressivos são impulsionados pelas atualizações do kernel do sistema e pela integração dos mais recentes drivers Mesa, essenciais para extrair o potencial máximo do OpenGL e RADV Vulkan nas gráficas da marca. Noutros cenários, como no DDraceNetwork, verificou-se o dobro do desempenho, havendo até demonstrações específicas a alcançar dez vezes mais FPS com metade do consumo energético. O título Unvanquished também registou subidas na ordem dos 10% aos 25%.

detalhes do teste de benchmark realizado

Mais eficiência com os mesmos consumos

O detalhe mais fascinante destas métricas é que o salto significativo no processamento não penaliza a bateria da máquina. Durante o teste no Xonotic, por exemplo, o consumo de energia manteve-se estável nos 26W, provando que o software consegue efetivamente duplicar a eficiência energética.

Fora do entretenimento, ferramentas mais focadas em produtividade como o OpenSSL registaram também mais do dobro do desempenho. Numa média geral que engloba todas as tarefas e programas testados, a edição 26.04 alcançou 41,7 pontos, colocando-se 18% acima dos 35,12 pontos obtidos pela iteração 24.04.4 LTS. A única pequena exceção ocorreu no Blender, onde a versão anterior foi ligeiramente mais rápida, mas à custa de um consumo de energia superior em 4W. Programas como Kvazaar, VVenC, PyBench e PyPerformance apresentaram melhorias sólidas entre os 15% e os 20% a favor do novo sistema.

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