
A inteligência artificial generativa na indústria dos videojogos ainda gera muita controvérsia entre os jogadores e estúdios, mas a tendência aponta para uma adoção massiva e incontornável. Segundo avançou o Windows Central, Ed Fries, antigo vice-presidente da Xbox, acredita que estamos num mero período de transição. Num futuro próximo, a tecnologia vai oferecer resultados tão idênticos aos dos criadores humanos que a linha divisória vai simplesmente deixar de existir, levando todos os estúdios a utilizá-la.
A transição inevitável e a resistência da comunidade
Há alguns anos, a geração de imagens e vídeos enfrentou duras críticas, especialmente por parte dos artistas, devido ao facto de os modelos serem treinados com trabalhos de autores humanos. No entanto, a criação de textos enfrentou muito menos resistência, o que resultou numa aceitação e utilização crescentes. A realidade mostra que, à medida que a tecnologia avança, se torna mais precisa e os resultados ganham maior realismo, o público acaba por ceder e adotar o seu uso.
Esta evolução não vai parar, mesmo perante a atual resistência em certos elementos da indústria. Embora a comunidade demonstre desagrado perante resultados com aspeto artificial, como os observados na recente tecnologia DLSS 5, a melhoria contínua destas ferramentas é inegável. Atualmente, os jogadores ainda conseguem identificar de forma clara quando um algoritmo é utilizado nos jogos, mas Fries assegura que em poucos anos os utilizadores não serão capazes de fazer essa distinção.
O novo padrão na produção de videojogos
Quando os gráficos gerados atingirem a mesma qualidade do trabalho de um criador humano, a transição no mercado será absoluta. O antigo executivo não define como ou quando este momento específico vai ocorrer, mas afirma que não há forma de travar esta evolução tecnológica. Assim que o nível de perfeição for alcançado, todos os programadores e estúdios vão querer adotar a ferramenta, impulsionados pela capacidade de desenvolver jogos de forma muito mais rápida e com visuais superiores.
A visão do executivo coloca a inteligência artificial como uma ferramenta de desenvolvimento fundamental e padronizada. Além da geração de imagens, código, vídeos e música, a criação de recursos gráficos diretos para os videojogos será transformada. Fries salienta ainda que as personagens não jogáveis vão beneficiar desta integração de forma profunda, alcançando uma inteligência superior àquela que existe nos títulos atuais. Com os sistemas operativos e os telemóveis a utilizar intensamente algoritmos para resumos e edição de fotografias, a presença total desta tecnologia no panorama do entretenimento digital é o próximo passo óbvio.












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