
Numa ação coordenada à escala global, a Europol revelou ter enviado comunicações diretas a dezenas de milhares de suspeitos de crimes informáticos. O alvo desta grande operação são os clientes que pagaram por serviços ilícitos concebidos para paralisar completamente o acesso a plataformas online em todo o mundo.
A caça aos serviços de aluguer ilegais
As autoridades focaram-se nas plataformas de aluguer que facilitam o lançamento de investidas de negação de serviço, vulgarmente conhecidas como DDoS. Estes sistemas permitem que qualquer indivíduo lance um ataque de grandes proporções sem necessitar de conhecimentos técnicos avançados na área da pirataria ou de manter uma infraestrutura própria complexa.
A iniciativa, denominada de Operation PowerOFF, permitiu às várias forças de segurança enviar cartas e mensagens de correio eletrónico de aviso a mais de 75 mil pessoas. Esta vasta base de dados de contactos foi obtida através de buscas e da apreensão dos servidores ligados a estas estruturas criminosas, o que desmascarou imediatamente a identidade dos seus utilizadores registados.
Apreensões e o impacto real na rede
Para além dos milhares de avisos preventivos expedidos, a operação traduziu-se em ações bastante concretas no terreno. As autoridades detiveram quatro indivíduos, executaram 24 mandados de busca e desmantelaram com sucesso 53 domínios da web que sustentavam esta rede de aluguer.
Este formato de ataque cibernético continua a ser bastante comum devido à sua enorme capacidade de causar disrupção a custos e esforços reduzidos. Ainda durante o último ano, a Cloudflare reportou a mitigação daquele que foi classificado como o maior evento do género registado até à data, atingindo um pico impressionante de 29,7 terabits por segundo. Perante esta ameaça silenciosa e contínua, agências como o FBI têm redobrado as suas equipas e conduzido operações frequentes para deitar abaixo as plataformas que alimentam este tipo de perturbação na internet.












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