
A Microsoft prepara-se para implementar alterações profundas no seu assistente de programação. Segundo uma fuga de informação partilhada em exclusivo por Edward Zitron, a plataforma vai abandonar o atual sistema de pedidos para adotar uma faturação baseada no consumo real de tokens. Esta mudança reflete a necessidade da empresa em equilibrar os custos associados ao poder de computação exigido pelas ferramentas de inteligência artificial.
Pausa nas subscrições e o impacto na educação
Os custos semanais operacionais do GitHub Copilot praticamente duplicaram desde janeiro. Como resposta imediata, a Microsoft vai colocar uma pausa temporária nas novas inscrições para as contas individuais de pagamento e também para a modalidade Student, que integra o pacote gratuito Education. A empresa suspendeu ainda os períodos de teste dos planos individuais como medida adicional para tentar travar potenciais abusos no sistema. A transição para a cobrança por tokens coloca a plataforma em linha com o modelo já praticado por outras empresas do setor, forçando os utilizadores mais intensivos a equacionar os planos mais dispendiosos.
Novos limites e a restruturação dos modelos disponíveis
Atualmente, as contas individuais dividem-se entre o plano Pro, com um custo de 10 dólares mensais por 300 pedidos, e o plano Pro+, que sobe para os 39 dólares por 1500 interações. No entanto, os limites de utilização vão ficar mais apertados não apenas nestas opções individuais, mas também em vários planos direcionados a empresas, num reforço das restrições que já tinham começado a ser aplicadas no início de abril.
A oferta de inteligência artificial também vai sofrer cortes. A família Anthropic Opus será removida da subscrição mais barata. No plano Pro+, depois da remoção da versão Opus 4.6 Fast no início do mês passado, as variantes Opus 4.6 e 4.5 também vão desaparecer nas próximas semanas para dar lugar à transição para o Opus 4.7.
O custo real de cada interação
A complexidade do novo sistema de faturação reflete-se na tabela de multiplicadores aplicados a cada motor. Enquanto o GPT-5.4 Mini apresenta um multiplicador de 0,33, a versão Claude Opus 4.6 padrão consome 3 vezes mais, e a variante Fast, já descontinuada, exigia 30 vezes mais recursos. O novo Opus 4.7 beneficiou de um valor promocional de 7,5 vezes até ao dia 30 de abril, mas a documentação interna indica que a sua utilização é cerca de 250% mais cara, mesmo com o desconto aplicado. Os detalhes finais sobre todas estas alterações devem ser confirmados oficialmente pela marca durante esta semana.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!