
O Hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada acaba de reforçar a sua capacidade clínica com um robô cirúrgico ortopédico avaliado em 1,1 milhões de euros. Adquirido através das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, este equipamento de ponta vai transformar as intervenções cirúrgicas aos joelhos, ancas e ombros na região dos Açores, colocando a maior unidade hospitalar do arquipélago na linha da frente da medicina moderna.
O impacto prático da nova tecnologia na recuperação dos doentes
Para quem precisa de receber uma prótese, a entrada desta tecnologia nas salas de operações traduz-se em benefícios bastante palpáveis e imediatos. Segundo o diretor do serviço de Ortopedia, António Rebelo, o novo sistema permite replicar a anatomia específica de cada doente com uma precisão sem precedentes.
O resultado direto para o utilizador final é um período pós-operatório muito mais rápido e com níveis de dor substancialmente reduzidos, ao ponto de alguns pacientes quase esquecerem que têm um implante no joelho. Embora a aplicação atual do robô esteja concentrada nas cirurgias ao joelho, a equipa médica planeia expandir a utilização do equipamento para intervenções à anca e, brevemente, ao ombro.
Metas do plano de recuperação e o futuro do hospital digital
A aquisição deste robô cirúrgico não surge como um caso isolado, inserindo-se numa estratégia muito mais vasta para a criação de um ecossistema de saúde digital nos Açores. O presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, acompanhou o arranque da primeira cirurgia assistida pelo sistema e sublinhou que este nível de equipamento não só serve melhor os doentes, como serve de grande motivação para os profissionais de saúde que já ansiavam por estas ferramentas.
Com os prazos de execução dos fundos europeus a aproximarem-se, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, assegurou que as exigências estipuladas para a Estrutura de Missão e para a Comissão Europeia já se encontram alcançadas no que diz respeito ao projeto abrangente do hospital digital. A região autónoma tem até ao próximo dia 31 de agosto para demonstrar o cumprimento dos 14 marcos e metas finais exigidos pela estrutura Recuperar Portugal.












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