
A fabricante de automóveis elétricos Faraday Future decidiu expandir a sua linha de negócios para a área da robótica, apresentando novos equipamentos que incluem um robô humanoide com um preço aproximado de 83 mil euros. Segundo as informações avançadas pelo Business Wire, a empresa pretende diversificar a sua oferta comercial após uma década marcada por instabilidade financeira e vários processos judiciais.
A trajetória da fabricante tem sido complexa desde que revelou os seus planos iniciais antes de 2017. Com histórico de despedimentos e o registo de apenas 15 ou 16 veículos vendidos até janeiro de 2025, a marca tenta agora replicar as estratégias de empresas como a Tesla, focando grande parte da sua energia no desenvolvimento de máquinas autónomas. O regresso do fundador YT Jia ao cargo de diretor executivo global em maio deste ano trouxe uma nova direção, embora o desenvolvimento de veículos continue ativo, como demonstrado pela conclusão do primeiro furgão FX Super One MPV de pré-produção em dezembro.
Da locomoção animal aos humanoides de luxo
O catálogo agora revelado conta com o Navi, um robô quadrúpede direcionado para a aprendizagem infantil no campo da inteligência artificial. Este modelo tem um preço base a rondar os 1850 euros em conversão direta, existindo a opção de adquirir separadamente uma cabeça canina impressa em 3D.
Ainda assim, o elemento central desta linha é o Futurist, um robô humanoide com cerca de 1,72 metros de altura que integra o sistema de controlo de movimento corporal da NVIDIA. Para o setor corporativo, a marca disponibiliza também um braço robótico de manipulação móvel vocacionado para ambientes industriais, embora o custo deste equipamento não tenha sido divulgado publicamente.
O impacto no mercado e as perspetivas de expedição
Apesar do passado turbulento e dos preços elevados, a empresa demonstra confiança nesta nova fase operacional. As estimativas oficiais indicam a expedição de mais de 100 unidades robóticas em junho, com a expectativa de superar a meta original de 220 unidades entregues durante o primeiro semestre do ano.
Para os consumidores em Portugal, a eventual importação destes robôs implicaria custos substancialmente superiores aos valores de conversão direta mencionados. Sem contar com os pesados impostos alfandegários e o IVA, o valor final tornaria estes equipamentos num investimento apenas acessível a nichos muito específicos ou grandes laboratórios de investigação no território nacional. Resta agora observar se a transição para a robótica conseguirá entregar a estabilidade de mercado que os automóveis não chegaram a garantir.












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