
A fronteira entre a ficção científica e a realidade continua a esbater-se, desta vez com novidades vindas do oriente. A startup de robótica DroidUp revelou ao mundo a sua mais recente criação: a Moya. Este robô humanóide promete não só imitar a aparência humana, mas também simular uma das nossas características biológicas mais básicas, a temperatura corporal.
A apresentação decorreu nesta quarta-feira e colocou em destaque uma máquina que a empresa descreve como "biomimética". Ao contrário da frieza metálica habitual nestes equipamentos, a Moya foi desenhada para ter uma pele quente ao toque, operando numa temperatura entre os 32ºC e os 36ºC, simulando o calor humano de uma forma surpreendente.
Mais do que metal e plástico
A ambição da DroidUp com a Moya é criar o primeiro "robô de IA totalmente incorporado e biomimético". Para além da temperatura da pele, o realismo estende-se à interação facial. O robô está equipado com câmaras situadas atrás dos olhos, permitindo-lhe não só "ver" e interagir com as pessoas, mas também reagir com microexpressões faciais semelhantes às nossas.
A estrutura que suporta toda esta tecnologia é o esqueleto "Walker 3". Curiosamente, este é o sucessor do modelo que conquistou a medalha de bronze na primeira maratona de robôs do mundo, o que sugere uma base mecânica robusta e testada. A empresa afirma que a Moya possui uma taxa de precisão no andar de 92%, embora, como seria de esperar nesta fase do desenvolvimento, os movimentos ainda sejam descritos como ligeiramente rígidos e artificiais.

Uma companhia de luxo para 2026
A DroidUp não vê a Moya apenas como uma curiosidade tecnológica, mas sim como uma ferramenta versátil para o quotidiano. As aplicações previstas para este humanóide vão desde o setor da saúde e educação até serviços diários em locais públicos, como estações de comboio, bancos, museus e centros comerciais. A ideia de a utilizar como uma "companheira diária" também está nos planos da empresa.
No entanto, quem estiver interessado em adquirir um destes exemplares terá de ter paciência e uma carteira recheada. O lançamento oficial está previsto apenas para o final de 2026. Quanto ao custo, o preço estimado ronda os 1,2 milhões de yuans. Convertendo para a nossa moeda, estamos a falar de um investimento de cerca de 155 mil euros, um valor que coloca esta tecnologia, para já, fora do alcance do consumidor comum.
Esta aposta reforça a posição da China na corrida pela liderança na robótica avançada, conforme detalhado no comunicado oficial divulgado através da plataforma WeChat.










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