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GitHub Copilot

A Microsoft vai alterar a forma como pagas pelo GitHub Copilot, abandonando o modelo tradicional de pedidos mensais em favor de um sistema baseado no consumo real. A novidade, revelada pelo portal Where's Your Ed At, entra em vigor já no dia 1 de junho e procura responder ao aumento drástico dos custos associados às ferramentas de código.

No início desta semana, a Microsoft já tinha surpreendido a comunidade ao suspender temporariamente as novas inscrições para os planos Pro, Pro+ e Student do serviço. O objetivo central passava por garantir estabilidade aos clientes atuais. Ao mesmo tempo, a empresa reduziu os limites de utilização para contas individuais e removeu de forma imediata os modelos Claude Opus das subscrições Pro.

O fim das subscrições tradicionais na programação

O modelo de subscrição com um custo fixo entre os 19 e os 28 euros mensais parece ter os dias contados. A utilização disparou de forma massiva com a evolução das capacidades de análise, tornando a atual estrutura de custos insustentável para as gigantes tecnológicas. A Anthropic, atual líder neste segmento, já tinha implementado restrições rigorosas recentemente e transferiu os seus clientes empresariais para um sistema de faturação consoante o uso. A plataforma da Microsoft prepara-se agora para seguir exatamente o mesmo caminho.

Como funcionam as novas regras de faturação

O anúncio oficial está previsto para o decorrer desta semana. Atualmente, os utilizadores dispõem de uma quantidade fixa de pedidos consoante o seu plano, como os 300 pedidos mensais da versão Pro ou os 1500 da versão Pro+. Com a mudança iminente, o pagamento passa a refletir o custo direto de entrada e saída. A título de exemplo, se selecionares o modelo GPT-5.4, o custo fixado será de cerca de 2,30 euros por cada milhão de tokens de entrada e 14 euros por milhão de tokens de saída.

Para continuares a aceder à plataforma, o pagamento da mensalidade base mantém-se inalterado. No entanto, em vez de uma quota de pedidos, passas a receber um pacote equivalente na tua conta. No setor empresarial, os clientes da versão Business, que pagam cerca de 18 euros por mês, recebem um fundo partilhado de 28 euros em créditos. Já as empresas na versão Enterprise, com uma mensalidade a rondar os 36 euros, terão direito a um limite partilhado de 65 euros por toda a organização.

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