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A Google revelou a oitava geração das suas unidades de processamento tensorial, as TPU 8t e 8i, prometendo um salto gigantesco no processamento de inteligência artificial. Desenvolvidas em parceria com a equipa da Google DeepMind, estas novas soluções de hardware visam consolidar a autonomia da tecnológica face aos chips da concorrência, conforme detalhado pela publicação TechPowerUp. O anúncio surge num ano em que os investimentos das grandes empresas em IA atingem valores sem precedentes, ultrapassando os 610 mil milhões de euros em 2026.

Potência dedicada para treino e raciocínio

A nova linha de hardware da Google divide-se em duas variantes com propósitos específicos. A TPU 8t foi concebida para o pré-treino de modelos de grande escala, contando com 216 GB de memória HBM e uma largura de banda impressionante de 6.528 GB/s. Comparativamente à geração anterior, este novo chip oferece mais do que o dobro da memória e da velocidade, permitindo que os modelos de linguagem mais complexos sejam processados com uma eficiência muito superior.

Por outro lado, a TPU 8i foca-se exclusivamente nas tarefas de raciocínio e inferência. Esta unidade sacrifica um pouco da potência bruta em favor de uma memória ainda mais vasta, atingindo os 288 GB de VRAM. A largura de banda sobe para os 8.601 GB/s, garantindo que as respostas geradas pelos sistemas inteligentes sejam quase instantâneas. Quando integradas nos Superpods da empresa, estas novas unidades permitem escalar até 9.600 chips, triplicando o desempenho registado no ano passado.

Um investimento histórico no futuro tecnológico

Esta aposta agressiva da Google faz parte de uma estratégia global para reduzir custos e a dependência de fornecedores externos de hardware. No panorama atual, a Amazon lidera os gastos no setor com um investimento próximo dos 187 mil milhões de euros, seguida de perto pela Google, que já comprometeu cerca de 173 mil milhões de euros para o desenvolvimento de infraestruturas e modelos próprios.

Enquanto empresas como a Meta planeiam reestruturações profundas para libertar capital para este setor, e a Microsoft continua a financiar projetos de grande escala, a Apple parece ser a única das grandes tecnológicas que não coloca esta tecnologia como o eixo central do seu investimento imediato. Para o utilizador comum, este avanço significa que os serviços digitais que usamos diariamente, desde a pesquisa às ferramentas de produtividade, deverão tornar-se muito mais rápidos e capazes de lidar com pedidos complexos sem falhas ou esperas prolongadas.

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