
O processador Intel Core 9 273PQE, pertencente à nova família Bartlett Lake-S, conseguiu superar o potente Core i9-14900K em diversos testes de gaming. A grande particularidade deste componente reside no facto de abandonar a habitual arquitetura híbrida da marca para apostar exclusivamente em 12 núcleos de alto desempenho, o que resultou num ganho de velocidade em cenários onde os núcleos eficientes não são a prioridade.
De acordo com os dados partilhados pelo portal Videocardz, que cita os testes realizados pelo canal alemão Zed Up, este chip foi originalmente desenhado para o setor empresarial e industrial. No entanto, através de modificações em placas com o chipset Intel Z790, foi possível colocar este Intel Core 9 273PQE frente a frente com o atual topo de gama doméstico, revelando resultados surpreendentes para a comunidade tecnológica.
Regresso do Hyper-Threading e foco total no poder bruto
Ao contrário dos modelos convencionais que misturam núcleos de desempenho (P-Cores) com núcleos de eficiência (E-Cores), esta unidade utiliza apenas 12 núcleos físicos de alto rendimento. Esta mudança permitiu à fabricante trazer de volta a tecnologia Hyper-Threading para toda a estrutura, resultando num processador com 12 núcleos e 24 hilos a funcionar a uma frequência de 5,90 GHz.
Em títulos que dependem fortemente da força bruta dos núcleos principais, como o Horizon Zero Dawn ou o Shadow of the Tomb Raider, o novo chip registou uma vantagem entre 5,4% e 9,1% face ao i9-14900K. Nos testes realizados a uma resolução de 720p para evitar o limite da placa gráfica, o processador industrial chegou mesmo a ser 10% mais rápido em casos específicos. Todavia, em jogos como Counter-Strike 2, a arquitetura híbrida do i9-14900K manteve-se ligeiramente superior, o que demonstra que o ganho de desempenho depende bastante da forma como cada software gere as tarefas.
Preço elevado e limitações para o mercado doméstico
Apesar dos resultados empolgantes, esta unidade não é uma alternativa viável para a maioria dos utilizadores comuns. Por ser um produto focado em sistemas integrados e edge computing, onde se exige uma estabilidade extrema e suporte prolongado, o seu custo de aquisição é consideravelmente mais alto. Em lojas especializadas, o processador pode ser encontrado por cerca de 725 euros, um valor bem acima dos modelos equivalentes para o mercado doméstico.
A juntar ao preço do processador, a plataforma necessária para tirar partido total das suas capacidades também exige um investimento superior. As placas-mãe industriais compatíveis, como os modelos baseados no chipset W680, podem custar aproximadamente 340 euros. Embora este teste sirva para mostrar como a Intel poderia ter evoluído se não tivesse adotado os núcleos eficientes, a realidade comercial dita que o hardware se mantenha restrito a utilizações onde a memória ECC e o comportamento previsível dos núcleos são fundamentais para as operações das empresas.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!