
A arquitetura da linha Raptor Lake Refresh continua a dar cartas no segmento do overclocking extremo. O processador Intel Core i9-14900KF acaba de estabelecer uma nova marca global ao atingir a impressionante frequência de 9206,34 MHz. A proeza foi alcançada pelo entusiasta chinês wytiwx e já se encontra validada como o registo mais alto de sempre no ranking oficial da plataforma HWBOT, ultrapassando o anterior recorde de 9117,75 MHz que pertencia ao overclocker Elmor com um Core i9-14900KS.
Os ajustes que garantiram a velocidade extrema
O Core i9-14900KF não é propriamente uma novidade no mercado. Trata-se de um chip de décima quarta geração com uma configuração de 24 núcleos e 32 fluxos de processamento, divididos entre oito núcleos de desempenho e dezasseis núcleos de eficiência. Em condições normais, este componente já é capaz de chegar aos 6,00 GHz com o turbo ativo.
No entanto, para ultrapassar a barreira dos 9,20 GHz, a abordagem foi radicalmente diferente do uso tradicional. A validação do sistema mostra que o processador funcionou com um multiplicador de 89x e uma frequência base de 103,44 MHz. Para garantir a estabilidade máxima, o equipamento operou com apenas sete núcleos e sete fluxos ativos, sendo que apenas um núcleo principal foi puxado até ao limite da frequência, enquanto os restantes permaneceram com valores muito inferiores. A voltagem registada fixou-se nos 1,348V.

Arrefecimento a hélio líquido e componentes de topo
O grande segredo para manter o sistema a funcionar sob estas exigências extremas foi a refrigeração. Em vez do habitual nitrogénio líquido, que ferve perto dos -196 ºC, o overclocker optou por utilizar hélio líquido. Este elemento permite descer a temperaturas criogénicas consideravelmente mais frias, algo indispensável em ambiente de competição laboratorial para conseguir a máxima extração de desempenho.
Para acomodar esta configuração de peso, o chinês utilizou uma motherboard ASUS ROG Maximus Z790 Apex, uma das escolhas mais populares para o socket LGA1700 neste formato de provas. A acompanhar o processador estiveram 16 GB de memória DDR5 a funcionar a 5792 MHz com latências CL32. A alimentação ficou a cargo de uma fonte ASUS ROG Thor Gaming de 1600W, assegurando a energia necessária para o pico de atividade instantânea exigido pelo teste. O salto face ao recorde anterior representa uma melhoria de 88,59 MHz, o que equivale a um aumento de quase um por cento num cenário tecnológico onde cada megahertz conquistado é uma vitória assinalável.












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