
A Polícia Judiciária (PJ), através da sua Diretoria do Centro, deteve dois irmãos em Lisboa por forte indiciação em crimes de extorsão agravada, falsidade informática e branqueamento de capitais. De acordo com o comunicado da Polícia Judiciária, a operação culminou na detenção de um homem de 39 anos e de uma mulher de 30 anos, que recorriam ao método de sextortion para chantagear as vítimas, tendo acumulado lucros ilícitos que ultrapassam a fasquia dos 100 mil euros.
A investigação arrancou no passado mês de novembro, após as autoridades detetarem o padrão de atuação da dupla. O caso já levou à aplicação da medida de coação mais gravosa, encontrando-se ambos os arguidos em prisão preventiva após o primeiro interrogatório judicial.
O modus operandi nas redes sociais
O esquema criminoso apoiava-se na criação de perfis falsos em diversas redes sociais. Através destas identidades fabricadas, os suspeitos ganhavam a confiança dos utilizadores até os convencerem a partilhar fotografias e vídeos de caráter estritamente íntimo.
Assim que obtinham o material, a abordagem mudava radicalmente. Os irmãos iniciavam um processo de chantagem implacável, ameaçando divulgar publicamente os conteúdos caso as vítimas não transferissem somas avultadas de dinheiro. A PJ destaca o impacto psicológico devastador desta tática, sublinhando que uma das pessoas visadas acabou por cair numa situação de extrema fragilidade financeira devido às exigências contínuas.
Provas informáticas apreendidas
Durante a operação policial que resultou nas detenções fora de flagrante delito, ordenadas pelo DIAP de Viseu, os investigadores apreenderam diverso material fundamental para o processo. Entre os itens recolhidos encontram-se múltiplos equipamentos informáticos, dezenas de cartões de telemóvel e cartões bancários usados para movimentar as quantias extorquidas, além de 5500 euros em dinheiro vivo.
As autoridades prosseguem agora com as diligências para analisar os dados guardados nos dispositivos. O objetivo central passa por mapear a verdadeira dimensão da rede, identificar outras potenciais vítimas que ainda não tenham apresentado queixa e contabilizar o valor total dos prejuízos causados por esta atividade ilícita.












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