
Numa reviravolta histórica para o mercado de semicondutores, a AMD conseguiu superar a faturação da Intel no segmento de centros de dados durante a primeira metade de 2026. Segundo os dados avançados pelo DigiTimes, esta mudança de liderança consolida uma tendência de crescimento que a tecnológica já vinha a registar desde o final de 2025, impulsionada sobretudo pela nova vaga de inteligência artificial agêntica.
A mudança de prioridades no processamento central
Até recentemente, o foco das gigantes tecnológicas que operam serviços na nuvem estava quase exclusivamente nas placas gráficas para o treino de modelos complexos. No entanto, o mercado entrou agora numa fase de inferência massiva, onde a eficiência dos processadores centrais se tornou o detalhe crucial para o sucesso das operações.
Esta nova realidade alterou radicalmente a proporção de hardware nos servidores. Se antes era comum ver oito unidades de processamento gráfico para cada chip central, atualmente essa relação desceu para quatro para um, com previsões de que a paridade seja atingida em breve. Este cenário colocou a AMD numa posição privilegiada, embora a escassez de componentes continue a ser o maior entrave ao crescimento de todo o setor.
Alianças estratégicas e a ameaça da arquitetura Arm
Para contornar as limitações de produção na TSMC, que está a operar no limite da sua capacidade, a AMD está a procurar uma parceria com a Samsung para garantir o fornecimento de chips adicionais. A falta de stock é o único fator que impede receitas ainda mais astronómicas para as duas veteranas do x86, uma vez que a lista de encomendas para os próximos anos não para de aumentar.
Contudo, a liderança da equipa vermelha enfrenta novos desafios. A NVIDIA está a ganhar terreno com a sua linha Vera, e a própria Arm duplicou as suas projeções de receitas para processadores focados em inteligência artificial. Para responder a esta pressão, a AMD prepara as plataformas Venice e Verano, enquanto a Intel aposta tudo na arquitetura Diamond Rapids, fabricada no processo 18A, para tentar recuperar a coroa perdida nos centros de dados.












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