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eletricidade em ambiente geral

A Clean Core Thorium Energy (CCTE) alcançou um marco crucial no desenvolvimento de combustíveis nucleares avançados. A empresa confirmou que o seu combustível patenteado ANEEL concluiu com sucesso os testes de irradiação de alta combustão no Reator de Teste Avançado (ATR), localizado no Idaho National Laboratory (INL), nos Estados Unidos, abrindo caminho para a sua comercialização a curto prazo.

Segundo os dados revelados no comunicado oficial da empresa, o conjunto final de cápsulas de irradiação ultrapassou a marca dos 60 GWd/MTU. Este valor é cerca de oito vezes superior à descarga típica registada em reatores tradicionais de água pesada pressurizada (PHWR) e reatores CANDU (Canada Deuterium Uranium).

O impacto da nova tecnologia nos reatores atuais

A principal vantagem do combustível ANEEL reside na capacidade de otimizar o rendimento das frotas de reatores já existentes sem necessidade de modificações estruturais dispendiosas. Ao atingir níveis de combustão substancialmente mais elevados, esta solução garante benefícios operacionais evidentes para a indústria.

Entre as melhorias imediatas destacam-se a redução significativa do volume de resíduos nucleares, o aumento da segurança operacional, uma maior resistência à proliferação e uma economia mais atrativa para as centrais. Estes resultados surgem no seguimento de décadas de investigação global focada no ciclo do tório para maximizar a utilização de recursos.

A campanha no reator ATR arrancou em maio de 2024 com doze pequenas barras de combustível desenhadas para atingir metas progressivas de 20, 40 e 60 GWd/MTU. Oito destas unidades já tinham superado os dois primeiros objetivos no ano passado e encontram-se em fase de análise pós-irradiação no complexo do INL. As restantes quatro barras atingiram agora o patamar máximo em menos de dois anos e serão transferidas para estudo após um breve período de arrefecimento.

Testes extremos comprovam resistência e estabilidade

Devido à sua natureza compacta e de alto fluxo, o reator ATR aplica condições significativamente mais agressivas do que um reator PHWR convencional. Isto permite aos cientistas simular e avaliar o comportamento do combustível sob um desgaste acelerado, equivalente a longos períodos de funcionamento real.

As análises realizadas até ao momento indicam que o combustível ANEEL mantém uma excelente integridade estrutural. De facto, algumas amostras demonstraram uma capacidade de retenção de gás de fissão superior à do combustível tradicional de dióxido de urânio (UO2).

Mehul Shah, diretor executivo da Clean Core Thorium Energy, sublinhou que o objetivo da empresa sempre passou por introduzir o tório no ciclo nuclear de forma totalmente prática. O responsável destacou que os dados obtidos provam que a mistura de tório e HALEU (urânio de baixo enriquecimento e alto teor) consegue igualar o desempenho visto noutros combustíveis, garantindo simultaneamente um corte nos radioisótopos de longa duração.

Com esta fase concluída, a CCTE foca-se agora no próximo passo da sua estratégia: realizar uma irradiação de demonstração num reator comercial de energia, transitando o conceito da fase de testes para a realidade do mercado.

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