
Um novo esquema de fraude está a preocupar as autoridades em Portugal, com criminosos a assumirem a identidade de inspetores da Polícia Judiciária para obterem acesso a informações bancárias sensíveis. Os burlões utilizam crachás de identificação falsos, enviados por correio eletrónico ou através do WhatsApp, para dar credibilidade à farsa e enganar as vítimas.
De acordo com o alerta avançado pela SIC Notícias, o contacto começa habitualmente com uma chamada telefónica onde um homem se apresenta como investigador principal do Centro de Investigação Criminal de Braga. Durante a conversa, o interlocutor tenta convencer o alvo de que a sua conta bancária está a ser utilizada de forma indevida ou de que os seus documentos foram usados para pedidos de crédito fraudulentos.
A tática dos crachás falsos e engenharia social
Para ganhar a confiança dos alvos, os burlões utilizam informações que já possuem, como o nome completo, a morada e o número de telemóvel. O envio da imagem de um crachá de inspetor serve para validar a autoridade de quem está do outro lado da linha, facilitando o roubo de dados adicionais se o utilizador acreditar na encenação.
Esta manipulação psicológica é o motor da fraude, criando um sentido de urgência que leva as pessoas a partilharem informações que normalmente protegeriam. Relatos indicam que os criminosos são persistentes e utilizam o pretexto de uma investigação em curso para solicitar detalhes financeiros específicos, alegando que tal é necessário para travar os supostos acessos ilegais à conta da vítima.
Como te podes proteger e o que fazer em caso de suspeita
A Polícia Judiciária já alertou para a propagação deste método no início de maio de 2026. A recomendação das forças de segurança é interromper a comunicação de forma imediata assim que for solicitado qualquer detalhe sensível ou códigos de acesso. É fundamental recordar que os inspetores da Polícia Judiciária nunca pedem informações bancárias ou códigos de validação por telefone ou através de aplicações de mensagens.
Se receberes uma destas chamadas, não deves facultar qualquer informação nem clicar em ficheiros ou links enviados pelos supostos investigadores. O passo mais seguro é desligar e entrar em contacto direto com os serviços oficiais da instituição para validar a veracidade da ocorrência. A prevenção e o corte total da interação são as melhores formas de garantir que as tuas poupanças e informações privadas permanecem em segurança.












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