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Gemini for science

A Google anunciou o lançamento do Gemini for Science, um ecossistema de ferramentas e experiências concebido para expandir a escala e a precisão da investigação científica através de inteligência artificial. Conforme partilhado no blog oficial da Google, esta nova iniciativa pretende funcionar como um multiplicador de força para o engenho humano, o que vai ajudar os investigadores de várias áreas a processar grandes volumes de dados e a validar hipóteses complexas de forma muito mais rápida, superando os limites habituais do trabalho manual.

Três protótipos focados na descoberta científica

Para responder ao desafio do crescimento exponencial do conhecimento global, a tecnológica disponibilizou no Google Labs três protótipos principais baseados no modelo Gemini. O primeiro é focado na geração de hipóteses e foi desenvolvido em conjunto com o Co-Scientist. Este sistema simula o método científico ao colaborar com os investigadores para definir desafios e utilizar um torneio de ideias entre múltiplos agentes para criar e avaliar hipóteses, fornecendo sempre citações verificadas e clicáveis.

O segundo protótipo centra-se na descoberta computacional, utilizando as tecnologias AlphaEvolve e ERA. Esta ferramenta inovadora consegue gerar e testar milhares de variações de código em paralelo, o que permite aos cientistas simular novas abordagens de modelação em áreas complexas como a previsão solar ou a epidemiologia, tarefas que demorariam meses a navegar manualmente. Por fim, a ferramenta de análise de literatura, apoiada pelo Google NotebookLM, permite explorar publicações científicas, organizando os resultados em tabelas interativas com atributos personalizáveis para facilitar a identificação de lacunas na investigação.

Ferramentas avançadas e colaboração com a comunidade

Estas capacidades avançadas já estão a ser integradas em soluções empresariais através da Google Cloud, com parceiros a alcançar resultados no mundo real. Empresas como a BASF utilizam o AlphaEvolve para otimizar as suas cadeias de distribuição, enquanto a Klarna melhora os seus modelos de aprendizagem automática. Paralelamente, organizações como a Daiichi Sankyo, a Bayer Crop Science e os Laboratórios Nacionais dos EUA recorrem ao Co-Scientist para acelerar os seus estudos e enfrentar desafios científicos fundamentais. Alguns destes trabalhos científicos sobre o ERA e o Co-Scientist foram publicados na prestigiada revista Nature.

Além disso, a gigante tecnológica lançou o Science Skills, um pacote especializado que integra dados de mais de trinta grandes bases de dados das ciências da vida, incluindo a AlphaFold Database e a AlphaGenome API. Quando aplicadas em plataformas como o Google Antigravity, estas competências permitem executar fluxos de trabalho complexos, como a bioinformática estrutural, em apenas alguns minutos. Para garantir a responsabilidade destas ferramentas, a tecnológica está a colaborar com mais de cem instituições globais, incluindo a Universidade de Stanford e o Imperial College London, contando ainda com o apoio de uma comunidade de testadores que inclui desde estudantes de doutoramento até laureados com o Prémio Nobel.

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