
Segundo a TrendForce, os principais fabricantes de memórias NAND não vão adicionar capacidade de produção durante 2026, cenário que assegura a continuidade da escassez e o aumento dos preços no mercado. Esta estratégia surge numa altura em que a procura motivada por servidores de inteligência artificial absorve grande parte da oferta disponível.
Receitas disparam com foco nos centros de dados
No primeiro trimestre de 2026, os cinco maiores fornecedores mundiais de NAND Flash alcançaram receitas conjuntas superiores a 38,9 mil milhões de dólares, um crescimento de 83,7% face ao trimestre anterior. Este salto não se deve apenas a um maior volume de vendas, mas ao facto de os preços médios terem superado largamente as estimativas devido à elevada procura e oferta controlada.

A Samsung liderou o segmento com 13,51 mil milhões de dólares, elevando a sua quota para 31,6%. Na segunda posição fixou-se o grupo SK Hynix, seguido pela Kioxia. A Micron e a SanDisk empataram no quarto lugar, com esta última a evidenciar um crescimento superior a 200% nos negócios direcionados a centros de dados. Este cenário comprova a transição da indústria, que privilegia agora equipamentos empresariais de margem elevada em detrimento dos produtos de consumo tradicional.
Preço dos componentes não abranda até 2027
Para o segundo trimestre de 2026, a quebra de vendas no mercado dos telemóveis e computadores não será suficiente para aliviar a pressão. As encomendas para servidores compensam qualquer abrandamento, levando a previsões de subidas entre 70% e 75% nos preços das memórias NAND Flash. No caso da memória DRAM convencional, o aumento estimado fixa-se entre os 58% e 63%.
Para o utilizador comum, o impacto é direto: o custo de um SSD acessível não regressará à normalidade nos próximos tempos. Uma expansão significativa das linhas de produção não está perspetivada antes do final de 2027 ou 2028, obrigando o mercado doméstico a suportar os custos desta escassez planeada.












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