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A Anthropic parece estar pronta para lançar publicamente o modelo Mythos, uma inteligência artificial apresentada em abril que levantou sérias preocupações devido à sua capacidade de criar ciberataques funcionais. Segundo os detalhes partilhados no site oficial da criadora e as capturas de ecrã reveladas na rede social X, a empresa desenvolveu as proteções de segurança necessárias para evitar a exploração indevida da plataforma.

Avanços técnicos e impacto na infraestrutura global

O Mythos foi inicialmente revelado no dia 7 de abril, altura em que a Anthropic o classificou como um sistema de vanguarda no que toca à execução de tarefas de segurança informática. Esta ferramenta apresenta um raciocínio lógico focado em código e uma autonomia muito superiores aos do atual topo de gama da marca, o Opus 4.7. O problema central para a retenção do sistema prendeu-se com o facto de a plataforma conseguir desenvolver ataques informáticos de nível altamente profissional de forma totalmente automática.

A criadora alertou que esta evolução representava um risco severo para a infraestrutura digital mundial. A entidade sublinhou que a vantagem pertencerá a quem conseguir retirar o maior proveito destas ferramentas. Se as plataformas forem disponibilizadas sem os cuidados aturados dos grandes laboratórios de pesquisa, os atacantes terão uma vasta margem de manobra a curto prazo. No entanto, a longo prazo, a expectativa recai sobre os defensores, que vão conseguir direcionar recursos de forma mais eficiente e utilizar os modelos para corrigir erros antes da distribuição de qualquer programa novo.

Barreira de segurança e detalhes do projeto Glasswing

Para impedir que agentes maliciosos pudessem explorar um volume massivo de vulnerabilidades em aplicações populares, como é o caso do Firefox, a disponibilização pública foi travada de modo a construir uma linha de defesa resistente. Existem agora indicadores claros de que esse sistema interno está concluído, uma vez que plataformas como o Claude Code e o Claude Security passaram a incluir referências ao novo modelo.

Alguns utilizadores chegaram mesmo a deparar-se com um botão de ativação para o claude-mythos-1-preview na variante pública do Claude Code, antes de a opção ter sido retirada temporariamente. Apesar desta aparente preparação de mercado, ainda não é claro se a ferramenta estará disponível de forma transversal em todos os níveis de subscrição.

Em paralelo, a tecnológica confirmou o desenvolvimento do projeto Glasswing. Esta iniciativa estabelece colaborações diretas com outras empresas para proteger o software mais crítico do mundo contra ameaças geradas por sistemas automatizados. O programa recorre à versão de testes do Claude Mythos, tendo já prestado auxílio a meia centena de organizações parcerias, fornecendo indicações precisas através de um painel de controlo sobre debilidades em código aberto. Apenas no seu primeiro mês, a ferramenta conseguiu descobrir dez mil falhas de grau elevado ou crítico, o que justifica a estratégia de retenção imposta pela marca. Neste momento, a tecnológica disponibiliza comercialmente os sistemas Opus 4.7, Opus 4.6, Opus 4.5, Sonnet 4.6 e Haiku 5.5.

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