
O sistema operativo Linux é amplamente conhecido por promover o código aberto e a gratuitidade, uma filosofia que a AMD parecia acompanhar com as suas ferramentas. No entanto, segundo avançou o portal It's FOSS, a empresa decidiu alterar o sistema de licenças da plataforma Vivado, mantendo a versão gratuita apenas para Windows e obrigando os utilizadores do sistema de código aberto a pagar uma subscrição elevada.
Fim da gratuitidade no ecossistema de código aberto
A fabricante é reconhecida no mercado pelos seus processadores e placas gráficas para computadores de secretária, portáteis e centros de dados, além da sua crescente aposta no setor da inteligência artificial. Historicamente, a marca desenvolveu tecnologias acessíveis, como é o caso do FSR, que concorre com o DLSS mas destaca-se por ser de código aberto e compatível com outras gráficas, embora a versão FSR 4 tenha limitado o suporte às linhas RX 9000, 7000 e 6000.
O Vivado é um conjunto de ferramentas de design utilizado para o desenvolvimento de FPGA e SoC adaptativos da marca. A partir da versão 2026.1, a empresa passou a usar um novo modelo de licenças por níveis. Enquanto os utilizadores de Windows mantêm o acesso a uma edição sem custos, quem utiliza o sistema do pinguim terá de desembolsar entre 1100 e 1650 euros por ano, no mínimo, para continuar a usar a ferramenta.
Comunidade contesta a decisão de monetização
Para os utilizadores que não pretendem pagar a subscrição, a versão 2025.2 permanece como a última edição gratuita disponível. Contudo, esta versão ficará sem suporte oficial assim que a edição 2026.3 for lançada, forçando a comunidade a pagar para não trabalhar com software obsoleto. Num fórum oficial, o moderador Anatoli Curran justificou a decisão afirmando que 70% dos utilizadores do Vivado estão no Windows, sugerindo que os restantes são livres de não aderir à subscrição e manter a versão antiga.
Esta resposta não apaziguou as críticas. Embora o Vivado seja uma ferramenta de nicho e não seja de código aberto, os utilizadores sentem-se deixados sem alternativas e acusam a marca de dar prioridade a um sistema de monetização em detrimento da confiança, o que acaba por prejudicar a reputação da empresa perante a comunidade de utilizadores.












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