
Atualização 28/05: Em reação às alegações que circulam na internet, o Continente negou categoricamente ter sido alvo de qualquer ataque informático ou exposição de dados pessoais dos seus clientes. Segundo a empresa, os dados partilhados não correspondem, de forma alguma, aos registos reais existentes nos seus sistemas, sendo ainda sublinhado que a entidade possui o compromisso de proteção da privacidade dos seus clientes, mantendo uma monitorização contínua e robusta que salvaguarda a segurança dos sistemas.
De notar que é regular em vários grupos de piratas informáticos tentam frequentemente comercializar bases de dados forjadas ou antigas em fóruns clandestinos, tendo como único objetivo enganar potenciais compradores e obter receitas fáceis com base no alarmismo gerado.
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O portal online do Continente poderá ter sido alvo de um ataque informático. De acordo com uma publicação na página DailyDarkWeb na rede social X, um alegado conjunto de dados pertencente à plataforma portuguesa está a ser promovido, contendo registos de contacto e histórico de compras de consumidores nacionais. No entanto, é fundamental ter em conta que estas são apenas alegações que circulam na internet, não existindo ainda qualquer confirmação oficial da entidade de que o sistema foi realmente comprometido.
Informações expostas na base de dados
Segundo os detalhes revelados na listagem original, o pacote de informações engloba aproximadamente 576 mil registos de clientes. A estrutura do ficheiro sugere que a fuga poderá ter origem num ecossistema centralizado de gestão de clientes e encomendas, que liga as contas dos utilizadores à logística de entregas e ao programa de fidelização da marca.
O volume de detalhes supostamente exposto é bastante vasto e sensível. A lista inclui o número de identificação fiscal, nomes completos, endereços de correio eletrónico e números de telemóvel. Para além disso, os criminosos afirmam ter acesso a moradas completas com códigos postais, metadados de início de sessão, histórico de encomendas e detalhes das transações.
A gravidade da situação agrava-se com a alegada inclusão de informação ligada ao cartão de fidelidade, moradas de entrega, registos de reembolsos e até preferências de marketing, avaliações deixadas pelos clientes e registos de consentimento de comunicações.
O perigo para os consumidores portugueses
Bases de informações focadas no retalho e em programas de fidelização são alvos de elevado valor nos mercados clandestinos online. Estes ficheiros oferecem aos piratas informáticos uma visão detalhada do comportamento dos consumidores, indo muito além de simples contactos telefónicos ou emails.
Com acesso ao histórico de compras, rotinas de entrega e estado do programa de fidelidade, agentes maliciosos podem melhorar significativamente a eficácia de campanhas de fraude. Estas informações detalhadas facilitam a criação de esquemas de roubo de identidade, tentativas de apropriação de contas e fraudes com devoluções.
A presença de avaliações de clientes e segmentação de marketing permite ainda a elaboração de perfis profundos das vítimas. Isto abre portas a operações de engenharia social altamente personalizadas, onde os criminosos se podem fazer passar por representantes da empresa de forma muito mais convincente, enganando os utilizadores afetados.












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