
A Samsung associou-se ao Massachusetts General Hospital (MGH) para investigar de que forma os smartwatches podem ajudar os pacientes em tratamentos com GLP-1 a gerir a perda de massa muscular.
O estudo utiliza o Galaxy Watch 8, lançado no ano passado, para recolher dados biométricos vitais. A investigação foca-se em avaliar a viabilidade de usar informações como a composição corporal, os níveis de atividade e o ritmo cardíaco, fornecidos pelo relógio e pela plataforma Samsung Health, no acompanhamento destes doentes.
O impacto dos medicamentos GLP-1 no corpo
De acordo com uma sondagem da KFF, cerca de um em cada cinco adultos nos Estados Unidos já tomou um medicamento GLP-1, focado no tratamento da diabetes tipo 2 e na perda de peso. Com uma adoção tão expressiva, a adaptação da tecnologia para servir estas pessoas torna-se um passo natural. No entanto, a comunidade científica ainda está a compreender os efeitos a longo prazo.
Especialistas apontam que mais de 30% da perda de peso com esta medicação pode corresponder a massa muscular. Embora seja um valor semelhante a outros métodos de emagrecimento, a grande preocupação reside no facto de os pacientes nem sempre recuperarem esse músculo se voltarem a ganhar peso após o fim do tratamento. A diminuição da massa magra afeta a postura, a função física e aumenta o risco de doenças cardiovasculares, comprometendo a qualidade de vida geral.
Como o relógio ajuda na monitorização
Para entender como a tecnologia pode intervir, a investigação liderada por Melissa Putman divide 100 adultos que estão a iniciar o tratamento em dois grupos. O primeiro grupo recorre ao relógio inteligente para monitorizar a composição corporal através do sensor de impedância bioelétrica, além de registar a atividade física e receber guias de exercício personalizados para evitar a degradação muscular. O segundo grupo recebe apenas o acompanhamento padrão.
Através de exames clínicos precisos de densitometria óssea (DXA), os investigadores vão comparar os resultados para determinar a eficácia da monitorização constante. A responsável pelo estudo explica que os dados contínuos de um smartwatch oferecem uma visão holística sobre o impacto do tratamento, permitindo ajustes atempados e fundamentados no plano de cuidados. Esta parceria junta-se a outras colaborações anteriores da empresa tecnológica na área da saúde, incluindo estudos com a Universidade de Stanford sobre a apneia do sono e a previsão de desmaios com elevada precisão noutras instituições clínicas.












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