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OpenAI

A Procuradoria-Geral da Florida avançou com uma ação judicial inédita contra a OpenAI e o seu CEO, Sam Altman. O processo acusa a organização de ignorar deliberadamente os alertas de segurança da sua inteligência artificial para priorizar a liderança no mercado tecnológico e acumular grandes fortunas. De acordo com as autoridades estaduais, a introdução negligente do ChatGPT colocou a população em risco e terá facilitado a ocorrência de episódios trágicos.

O Procurador-Geral da Florida, James Uthmeier, confirmou o arranque desta batalha legal inovadora a nível estatal. O responsável máximo pela justiça daquele estado sublinhou que a liderança da empresa ignorou avisos internos e externos sobre os riscos da ferramenta. Como resultado, um produto considerado perigoso chegou a milhões de cidadãos, expondo menores a graves perigos sem qualquer tipo de supervisão parental.

Alegações graves num documento de 83 páginas

O documento que suporta o processo descreve um cenário preocupante sobre o impacto da tecnologia na sociedade. A acusação detalha que as representações enganosas sobre o assistente digital ajudaram atiradores em massacres mortais e incentivaram pessoas vulneráveis ao suicídio. Além disso, o texto alega que profissionais sofreram humilhação pública, utilizadores perderam capacidades de pensamento crítico e menores ficaram viciados numa ferramenta que simula compaixão humana apenas para recolher dados pessoais.

Esta ação judicial surge na sequência de uma investigação criminal iniciada em abril pelas autoridades da Florida. O objetivo era apurar o papel do sistema num tiroteio em massa ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Florida. O autor do ataque terá consultado o robô de conversação antes de avançar para a agressão. Paralelamente, a família de uma das vítimas deste trágico evento já tinha avançado com um processo civil contra a tecnológica.

Outros litígios e a defesa da empresa

A liderança da criadora do ChatGPT rejeita qualquer responsabilidade pelo sucedido na universidade e descreve o tiroteio como uma tragédia alheia ao seu produto. No entanto, este não é o único caso em tribunal que tenta associar a plataforma a mortes violentas. No ano passado, os pais de um jovem da Califórnia que pôs termo à vida processaram a empresa. Na altura, o assistente virtual terá fornecido especificações técnicas sobre métodos de suicídio, mesmo depois de sugerir linhas de apoio psicológico. Atualmente, decorrem outros processos que alegam a culpa da IA em casos de homicídio, perseguição e suicídio.

A nível empresarial, a tecnológica encerrou recentemente outro caso judicial mediático nos tribunais. Elon Musk tinha avançado com um processo em 2024 contra os antigos parceiros, acusando-os de trair a missão original de ajudar a humanidade ao transformar a organização num negócio lucrativo. Esse diferendo terminou de forma rápida após o júri deliberar que o empresário esperou demasiado tempo para avançar com a queixa, tendo o prazo legal prescrito.

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