
A fabricante norte-americana vai manter o socket AM5 ativo até 2029, garantindo uma enorme longevidade para quem investir agora num computador novo. Conforme detalhado pelo Wccftech, a transição para a próxima arquitetura AM6 está dependente da maturação das tecnologias de memória DDR6 e PCIe 6.0, que ainda precisam de baixar de preço para se tornarem viáveis para o consumidor comum.
O trunfo da memória cache no longo prazo
A AMD habituou os seus utilizadores a plataformas com ciclos de vida invejáveis, sendo o socket AM4 o exemplo perfeito desta estratégia. Lançado em 2017 juntamente com a primeira geração Ryzen e suporte para memória DDR4, este formato continua a receber novos processadores uma década depois, como é o caso da recente edição de décimo aniversário do Ryzen 7 5800X3D.
O sucesso da empresa não se deve apenas ao aumento do IPC (Instruções Por Ciclo), uma métrica essencial onde os antigos processadores FX de oito núcleos perdiam frequentemente para os rivais de quatro núcleos da Intel. Atualmente, a grande vantagem competitiva nos videojogos está no cache. Processadores equipados com tecnologia X3D, como os Ryzen 7 7800X3D e Ryzen 7 9800X3D, dominam as vendas porque conseguem oferecer um desempenho superior, provando que o poder bruto não é o único caminho. Com a garantia de que as arquiteturas Zen 6 e Zen 7 ainda vão usar o atual socket AM5, os utilizadores têm a certeza de que as suas motherboards não ficam obsoletas nos próximos anos.

Sem pressa para adotar novos padrões
David McAfee, vice-presidente e diretor geral de processadores da marca, confirmou que o salto para o AM6 apenas vai acontecer quando fizer sentido do ponto de vista económico e tecnológico. A memória DDR6 será consideravelmente mais cara do que a atual DDR5, e a empresa prefere aguardar que os preços estabilizem em vez de forçar uma adoção precipitada, mesmo que isso signifique deixar a concorrência avançar primeiro no papel. A previsão é que a elevada procura gerada pela inteligência artificial mantenha a escassez de componentes e os custos elevados até 2028.
Do lado do barramento, a visão é semelhante. A implementação do padrão PCIe 6.0 não é considerada uma necessidade urgente para o utilizador doméstico. A esmagadora maioria das pessoas tem as suas necessidades perfeitamente colmatadas com unidades de armazenamento PCIe 3.0 ou 4.0, e componentes exigentes como a placa gráfica RTX 5090 conseguem extrair o seu rendimento máximo mesmo numa interface PCIe 4.0 em vez da norma PCIe 5.0. Sem qualquer pressão técnica para inovar nestas frentes, o foco mantém-se em rentabilizar ao máximo a infraestrutura que já se encontra nas mãos dos consumidores.












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