
O Microsoft Edge abandonou oficialmente o suporte para as tradicionais palavras-passe mestras, passando a exigir a utilização do Windows Hello para aceder ao seu gestor de credenciais. De acordo com informações avançadas pelo 9to5Google, esta novidade altera por completo a forma como os utilizadores garantem a segurança dos seus dados armazenados no navegador.
O processo de transição teve início na versão 145, momento em que o navegador bloqueou a criação de novas palavras-passe deste tipo. A remoção definitiva concretizou-se com o lançamento da versão 149, disponibilizada na passada quinta-feira, dia 4, impossibilitando o uso das chaves antigas.
Segurança baseada em biometria e PIN
Na prática, o Edge adota o sistema de autenticação nativo da marca como padrão, funcionando como uma verificação de dois fatores associada fisicamente ao dispositivo. Esta alteração impede que os utilizadores introduzam uma simples sequência de letras e números para libertar o acesso ao cofre. O processo exige agora validação biométrica, seja através de reconhecimento facial ou leitura de impressões digitais.
Em computadores que não integrem câmaras compatíveis ou sensores biométricos, a introdução de um código PIN servirá como a única forma de validar a entrada. A alteração é encarada como um avanço muito positivo para a proteção de dados, forçando o uso de passkeys, que representam atualmente uma das camadas mais sólidas contra ciberataques. Ao fixar o acesso ao hardware físico, a empresa diminui consideravelmente o risco de invasões remotas.
Resposta a vulnerabilidades recentes
Esta mudança na gestão de acessos surge no seguimento de outros problemas de segurança no navegador. Recentemente, a empresa resolveu uma falha gigante que colocava em risco as credenciais dos utilizadores. Além disso, no início do último mês de maio, foi exposta uma outra brecha que deixava as palavras-passe guardadas diretamente visíveis na memória RAM.












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