
A Microsoft revelou a sua mais recente geração de dispositivos Surface Pro e Surface Laptop, que se destacam pela introdução dos novos processadores Snapdragon X2 da Qualcomm, embora cheguem acompanhados por um aumento considerável nos preços de venda. Conforme detalhado no comunicado partilhado pela Microsoft no seu site oficial, os novos computadores mantêm o design característico das versões anteriores, mas sofrem o impacto financeiro direto dos fortes investimentos da empresa em inteligência artificial, o que provocou uma escalada global nos custos dos componentes de armazenamento e memória RAM.
Desempenho melhorado e preços mais elevados
O novo Surface Pro de 13 polegadas começa agora nos 1400 euros (um aumento de cerca de 500 dólares face ao modelo anterior), enquanto o renovado Surface Laptop de 13,8 polegadas apresenta um preço inicial que ronda os 1500 euros. Para além disso, o teclado do Surface Pro continua a ser vendido em separado por um valor adicional de 170 euros, ou cerca de 400 euros no caso da versão sem fios Flex Keyboard, embora a empresa ofereça o acessório aos primeiros compradores até ao final de junho na sua loja online oficial.

Em termos de especificações, a Microsoft promete que a plataforma da Qualcomm garante gráficos 53% mais rápidos e uma autonomia que pode atingir as 15,5 horas no modelo Pro e até 20 horas no Surface Laptop de 13,8 polegadas. A versão de 15 polegadas do portátil oferece até 19 horas de bateria e melhora a definição do ecrã para 262 ppi, mantendo-se a tecnologia OLED como uma opção disponível para quem procura o melhor ecrã do Surface Pro.
Resposta háptica e foco na utilidade prática
Uma das novidades integradas nesta linha é o sistema de feedback háptico subtil, disponível tanto no touchpad do portátil como na Slim Pen do Surface Pro. Este recurso emite pequenas vibrações ao interagir com o Windows 11, facilitando tarefas como o ajuste de aplicações no ecrã ou a navegação em conteúdos de vídeo. Esta tecnologia foi desenhada para aumentar a confiança do utilizador durante a utilização diária e estará disponível para outros fabricantes do ecossistema.
Apesar de manterem a certificação Copilot+, que exige requisitos mínimos de hardware como 16 GB de RAM e um NPU de 40 TOPS, os novos portáteis deixam de colocar o foco principal em ferramentas de inteligência artificial mais polémicas. Em vez disso, a marca prefere destacar funcionalidades práticas do dia a dia potenciadas pelo coprocessador, como a melhoria na pesquisa semântica do sistema operativo. Mais para o final do ano, está ainda previsto o lançamento de um modelo Surface Laptop Ultra, direcionado para o desenvolvimento avançado de inteligência artificial e com um custo elevado.












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