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A plataforma de apostas online Polymarket foi alvo de uma invasão sofisticada que resultou no roubo de cerca de 2,8 milhões de euros aos seus utilizadores. Conforme detalhado pelo Blockonomi, o incidente ocorreu após os piratas informáticos comprometerem um fornecedor externo da empresa, conseguindo assim injetar código malicioso diretamente na interface do site.

O mecanismo do roubo e o impacto nas carteiras

O esquema funcionou através de um ataque à cadeia de fornecimento de software. Os cibercriminosos inseriram um script ilícito no frontend da plataforma, o que fez com que vários utilizadores fossem enganados no momento de interagir com o serviço. Ao tentarem validar operações normais com as suas carteiras digitais, as vítimas acabavam por assinar e aprovar transações fraudulentas sem se aperceberem da manipulação nos bastidores. Para quem lida regularmente com criptomoedas, esta tática evidencia a necessidade crítica de rever e compreender sempre todos os pedidos de assinatura exigidos pelas extensões de navegador, mesmo quando se está a navegar em sites de grande confiança.

Especialistas na análise de blockchain, incluindo o investigador conhecido na rede social X como Specter, identificaram que os fundos foram desviados de pelo menos 11 carteiras distintas. As vítimas detinham sobretudo pUSD, o token de garantia baseado na rede Polygon e apoiado pela stablecoin USDC, que é utilizado para todas as atividades de previsão na plataforma.

Após extraírem o capital, os intervenientes maliciosos trocaram os ativos por Ethereum (ETH) e concentraram o valor desviado num único endereço eletrónico, que chegou a acumular aproximadamente 1788 ETH. Deste montante, uma fração superior a 150 mil euros já foi transferida para outras localizações virtuais no intuito de lavar o dinheiro.

Reação rápida e garantia de devolução

A resposta da equipa técnica da plataforma procurou minimizar os danos imediatos. O código corrompido foi rapidamente isolado e a dependência de software afetada acabou removida dos sistemas, estancando a falha de segurança que permitia o ataque.

William LeGate, responsável de crescimento da empresa, assegurou publicamente que não haverá perdas efetivas para os clientes finais, confirmando que todos os utilizadores lesados serão reembolsados na totalidade dos montantes roubados. A entidade continua agora a contactar as vítimas de forma individual para regularizar a devolução dos fundos, embora mantenha a confidencialidade sobre qual foi o parceiro externo específico responsável por introduzir a vulnerabilidade na sua infraestrutura.

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