
A fabricante de Cupertino prepara-se para lançar os novos modelos do iPhone 18 dentro de alguns meses, englobando as versões Pro, Pro Max, o formato padrão e o modelo dobrável Fold, também referido como Ultra. Todas as variantes vão integrar 12 GB de memória RAM, uma melhoria técnica que esbarra num problema crítico do mercado atual: o aumento drástico dos custos de produção. De acordo com as informações avançadas pelo portal Wccftech, a Apple tenta contornar a crise recorrendo a fornecedores da China, embora esta estratégia não se traduza numa poupança para o consumidor.
O braço de ferro político pela YMTC e CXMT
O custo da memória LPDDR5X de 12 GB disparou de forma alarmante, passando de 68 dólares para cerca de 145 dólares (aproximadamente 133 euros), um valor que representa mais do dobro face ao cenário anterior. A este fator junta-se o agravamento substancial dos preços do armazenamento NAND Flash. Para conseguir fabricar os equipamentos sem prejudicar de forma drástica o modelo de negócio, a empresa necessita de adquirir alternativas mais em conta. A fabricante asiática YMTC conseguiu passar o rigoroso processo de qualificação da marca e tem potencial para se tornar a sua terceira fornecedora oficial de memórias. Outro alvo é a CXMT, que já tem assegurados contratos de longo prazo com gigantes da indústria tecnológica como a Tencent.
O grande obstáculo encontra-se no governo norte-americano. A administração mantém uma forte oposição à utilização de componentes originários da China, iniciada com o bloqueio comercial aos chips. Para garantir a aprovação, a marca sediada na Califórnia está a gastar uma fatia considerável do seu capital político em Washington, tentando chegar a um acordo para poder operar com alguma liberdade de aquisição.
Sem impacto positivo na carteira dos utilizadores
Para quem planeia comprar a próxima geração de telemóveis, a negociação destes componentes mais acessíveis não trará qualquer alívio financeiro. As diretrizes em vigor determinam que as unidades comercializadas nos Estados Unidos continuarão a recorrer obrigatoriamente a chips da Samsung, SK Hynix e Micron. Como tal, os custos de produção para o mercado americano mantêm-se inalterados.
A intenção passa por utilizar as memórias asiáticas nos equipamentos destinados ao resto do mundo, abrangendo a Europa e o mercado português. Contudo, esta poupança no fabrico servirá exclusivamente para a tecnológica conseguir absorver o impacto global da crise de componentes e proteger a sua margem de lucro por unidade vendida internacionalmente. A realidade prática é que, num panorama onde as matérias-primas estão incomportáveis, a subida geral de preços acaba por ditar que os futuros equipamentos cheguem às lojas com valores mais elevados para os consumidores.












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