
A indústria dos telemóveis enfrenta uma crise na cadeia de abastecimento, marcada por um aumento substancial nos custos de memória e armazenamento. Para proteger os consumidores desta subida abrupta nos preços do hardware, a fabricante chinesa prepara-se para utilizar soluções de software avançadas nos seus futuros topos de gama e modelos de gama média.
De acordo com as informações reveladas pelo conhecido leaker Digital Chat Station na rede social Weibo, os preços dos componentes estão a subir a um ritmo sem precedentes, afetando diretamente o planeamento dos próximos equipamentos da marca.
O aumento de custos dos componentes
Os dados da indústria mostram que o custo de fabrico para a combinação de 16 GB de RAM LPDDR5X com 1 TB de armazenamento ultrarrápido UFS 4.1 atingiu os 318 dólares (cerca de 295 euros) no segundo trimestre deste ano. As projeções indicam que a situação será ainda mais extrema no terceiro trimestre.
Espera-se que o custo desta configuração de memória venha a ultrapassar o preço do aguardado processador Snapdragon 8 Elite Gen 6 de 2nm da Qualcomm. Como as várias marcas partilham os mesmos fornecedores de memória, a produção de modelos focados no custo-benefício está a ser suspensa por algumas empresas para evitar prejuízos. No mercado, isto poderá resultar num aumento de cerca de 140 dólares (aproximadamente 130 euros) no preço final para o consumidor em várias gamas de telemóveis.
A solução virtual da fabricante
Para contornar esta subida acentuada nos componentes físicos, a marca vai apoiar-se nas capacidades do seu sistema operativo. Em vez de obrigar os utilizadores a adquirir variantes muito dispendiosas com 16 GB ou 24 GB de memória física, a empresa vai focar-se na funcionalidade de extensão de memória integrada nativamente no HyperOS.
Esta tecnologia permite alocar uma parte do armazenamento UFS 4.1 para atuar como memória RAM virtual. Graças às elevadas velocidades de leitura e escrita deste tipo de armazenamento, o sistema consegue gerir os processos em segundo plano sem causar bloqueios ou lentidão.
Desta forma, um equipamento com 8 GB ou 12 GB de RAM física consegue oferecer um desempenho multitarefa equivalente a um modelo de 16 GB, blindando o consumidor face à escalada de preços do hardware. Esta estratégia será fundamental para os próximos lançamentos de topo da marca, que incluem a futura série Xiaomi 18 (que poderá adotar a nomenclatura Xiaomi 26), o Redmi K100 Pro Max no mercado chinês, e o futuro modelo global POCO F9 Ultra.












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