
A Apple procura uma solução para a atual crise no mercado de memória com o objetivo de reduzir os custos de produção dos seus telemóveis. De acordo com os detalhes partilhados pela Wccftech, a marca planeia voltar a comprar chips de memória à fabricante chinesa YMTC para equipar os iPhone 18, deixando assim de depender exclusivamente dos fornecedores da Coreia do Sul e das suas tabelas de preços inflacionadas.
A escalada de preços e o impacto da inteligência artificial
O mercado atravessa um momento insustentável. A enorme procura gerada pelo setor da IA ultrapassou largamente a capacidade de oferta das fábricas. As grandes entidades compram praticamente todo o fornecimento disponível para treinar os seus modelos, o que cria um cenário de escassez a nível global. Esta realidade, aliada aos problemas no fornecimento de componentes fundamentais causados pelo conflito no Médio Oriente entre Israel e o Irão, provocou uma subida drástica que afeta os consumidores e inflaciona os custos das empresas tecnológicas.
O regresso à China e o alívio das restrições do Pentágono
No passado, os Estados Unidos forçaram a Apple a cortar relações comerciais com a China numa tentativa de travar o avanço do país asiático no setor. Como resposta a estes bloqueios de maquinaria e componentes, a China investiu fortemente na produção própria de processadores e memória. Atualmente, a Apple depende dos fornecedores coreanos e paga cerca de 65 euros por cada chip de memória RAM LPDDR5X, um valor elevado que afeta diretamente as margens de lucro dos seus equipamentos e ameaça os resultados financeiros da companhia.
Para contornar a situação, a marca foca-se novamente na YMTC, fabricante que o Pentágono retirou recentemente da lista de empresas perigosas e restritas. Com esta barreira eliminada, a Apple volta a ter luz verde para um acordo comercial. O plano passa por começar a encomendar memória NAND Flash à YMTC para os telemóveis vendidos no mercado chinês. Se a transição decorrer sem problemas, a empresa procurará estabelecer a fabricante chinesa como fornecedora principal, reduzindo de forma expressiva os custos associados a esta crise de componentes.












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