
A tecnologia está a avançar a um ritmo alucinante e, em 2026, a inteligência artificial vai deixar de ser uma mera curiosidade para se tornar o motor invisível de quase tudo o que fazemos online. De acordo com o mais recente relatório de previsões globais da Deloitte, o uso diário de IA incorporada em ferramentas que já utilizamos, como os motores de pesquisa, é agora 300% mais frequente do que o recurso a aplicações independentes. Esta mudança marca a transição da fase de experimentação para uma integração em escala que redesenha os alicerces da economia digital.
A inferência e o poder dos agentes autónomos
Um dos pontos centrais deste estudo indica que a inteligência artificial entra agora numa fase de maturidade decisiva. A chamada inferência, que é basicamente a execução dos modelos para gerar resultados em tempo real, deverá representar dois terços de toda a capacidade computacional dedicada a esta tecnologia. Ao contrário do que se poderia esperar, a maior parte deste processamento continua concentrada em grandes centros de dados e servidores empresariais, exigindo infraestruturas cada vez mais robustas e chips de alta performance.
Além disso, os agentes autónomos de IA são apontados como os grandes motores da próxima vaga de automação. Estes sistemas, capazes de realizar tarefas de forma independente, podem fazer com que o mercado global atinja valores próximos dos 41,5 mil milhões de euros até 2030. Para as empresas, o desafio passa por orquestrar estes assistentes digitais de forma a criar valor real, enquanto gerem os riscos inerentes a uma força de trabalho virtual que nunca dorme e não pede café.
Satélites e novos formatos de entretenimento móvel
O setor das telecomunicações também está a sentir o impacto desta evolução, com um foco crescente na experiência direta do consumidor. O investimento em soluções de conectividade via satélite para equipamentos móveis deverá rondar os 5,5 a 7,4 mil milhões de euros este ano. Estima-se que existam entre 15 mil a 18 mil satélites em órbita baixa, permitindo que cerca de 15 milhões de utilizadores em todo o mundo tenham acesso a comunicações básicas mesmo em zonas sem cobertura terrestre tradicional.
No campo do entretenimento, os hábitos de consumo estão a mudar drasticamente através de formatos mais curtos e visuais:
As micro-séries desenhadas para o telemóvel deverão gerar receitas superiores a 7,2 mil milhões de euros em 2026.
Os podcasts em vídeo, ou vodcasts, afirmam-se como um formato dominante com um mercado publicitário a valer cerca de 4,6 mil milhões de euros.
Esta convergência de meios e o avanço da robótica industrial, que deverá atingir a marca dos 5,5 milhões de robôs instalados este ano, mostram que 2026 é um ano de viragem onde a tecnologia se torna mais intuitiva, presente e, acima de tudo, transversal a toda a sociedade.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!