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A Xiaomi reviu em alta as suas metas globais de envio de smartphones para 2026, apontando agora para a fasquia dos 110 milhões de unidades. Esta atualização representa um crescimento de 16% face às estimativas anteriores, que rondavam os 90 milhões de dispositivos. Segundo avançou o portal ITHome, a decisão surge na sequência de sinais de estabilização e melhorias no mercado dos chips de armazenamento, um dos componentes mais críticos para a cadeia de produção e custos das tecnológicas.

O impacto da volatilidade nos chips de memória

A indústria móvel enfrentou fortes pressões devido ao aumento abrupto dos custos das memórias. Esta escalada obrigou a marca, a par de rivais como a OPPO, a rever as suas metas de produção sucessivamente no ano passado. A previsão inicial para 2026 caiu drasticamente dos 170 milhões de unidades registados em 2025 para 135 milhões e, mais tarde, sofreu um corte adicional de 30%, fixando-se nos 95 milhões de aparelhos.

O cenário atual inverte esta tendência recessiva, com a gigante tecnológica a recuperar cerca de 20 milhões de unidades nas suas perspetivas de distribuição global. A alteração de estratégia reflete uma nova fase de confiança da fabricante na contenção dos gastos com componentes.

A reconfiguração das dinâmicas de mercado

Fontes internas da tecnológica indicam que os fabricantes de dispositivos móveis atingiram o limite da sua tolerância para absorver as margens de lucro esmagadas pelos preços dos chips de consumo. Esta resistência terá forçado um teto máximo ou mesmo uma ligeira descida nos preços fornecidos por gigantes como a Samsung. Para quem utiliza um smartphone da Xiaomi, esta mudança traduz-se numa maior disponibilidade de equipamentos económicos e na estabilização dos preços nas lojas em Portugal.

Apesar deste alívio na produção em massa, o ecossistema de semicondutores permanece sob forte pressão. A procura avassaladora dos centros de dados focados em inteligência artificial tem concentrado a capacidade de produção avançada em memórias de alta largura de banda (HBM), motivando fornecedores como a Kioxia e a SK Hynix a manter controladas as quotas para o mercado de consumo tradicional.

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